10 coisas que eu aprendi sozinha na Bahia

Como toda boa sagitariana, a minha cabeça vai até Júpiter e volta em alguns rápidos segundos (ou fica por lá mesmo). Estou sempre pensando, planejando e sonhando com algum destino novo. A minha penúltima grande viagem foi para bem longe, para encontrar uma pessoa. Peguei um avião só, rumo a Europa. Essa última de agora foi para encontrar comigo mesma. Peguei um carro, dois aviões, mais um carro e uma van para Bahia.

E tudo aconteceu mais ou menos assim… Há um mês eu resolvi mudar alguns hábitos que estavam me incomodando muito. Muitas vezes a minha vontade de mudar ficava somente no mundo das ideias, eu acabava me enganando e procrastinando (sempre foi o caminho mais fácil). O famoso “ah, amanhã eu começo a fazer um exercício”, “vou parar de fumar na segunda”, “vou tentar acordar mais cedo e não sair nem beber durante o final de semana”. Quantas vezes eu já tardei o que eu tinha pra fazer? Algumas muitas vezes.

As minhas insatisfações andavam acompanhadas de um término de namoro e a minha nova vida de freela, trabalhando de casa. Trampar da minha casa não estava funcionando de forma alguma. Li um post de uma amiga no Facebook e acabei encontrando uma salinha charmosa com ótimas companhias de trabalho. – Esse foi o primeiro passo rumo ao mundo das não procrastinações. – O segundo passo foi parar com a desculpa que o meu barato nunca foi academia e que o resto é muito caro. Tomei vergonha na cara, peguei meu tênis cheio de poeira no fundo do armário (literalmente) e fui correr sozinha na praia. Eu nunca me imaginei correndo, sempre me achei a Phoebe desengonçada correndo com a Rachel naquele episódio de Friends. Mas aí que aconteceu a bela descoberta: eu amo correr – é a minha melhor terapia para estancar qualquer tipo de pensamento ruim ou problema. A historinha que esse tipo de hormônio te coloca pra cima, é verdade verdadeira. É uma das melhores sensações que eu já senti.

E foi aí que eu pensei: já dei o primeiro passo e consegui a minha sala, comecei a fazer exercício e consequentemente estava me alimentando bem melhor e aí? O buraco que tava faltando ser preenchido era a minha vontade louca de sair de casa e viajar sozinha. Não pensei em nenhum momento chamar uma amiga ou um amigo. Eu queria e precisava ir mesmo sozinha.

Achei um curso que parecia bem legal, chamado “Arte do Ser” em uma ecovila no sul da Bahia e fui. Foram 9 dias muito intensos e com muitos aprendizados que eu gostaria muito de compartilhar.

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1. Quer viajar? Não pensa muito, só vai.

(Com um planejamento financeiro incluído, claro). Se apegar demais no nosso conforto do lar e tudo o que já conhecemos com a palma da nossa mão nos prende. Nos limita em muitas coisas e oportunidades incríveis de conhecer a cultura do outro. Muitas vezes pensamos que para conhecer o mundo, é preciso sair do país. O Brasil é um mundão a ser descoberto. Já fui seis vezes para a Bahia e sempre tenho uma sensação de estar em casa.

2. Sair da zona de conforto é também respeitar os hábitos e crenças do lugar.

Fui para uma ecovila em que a água da pia era a mesma que a gente bebia e tomava banho. Ou seja, tudo o que era jogado pelo ralo ia imediatamente pro lençol freático da comunidade. Todos os produtos químicos eram fortemente proibidos. Não teve ninguém que olhou as minhas coisas, pelo contrário. A relação era na base da confiança e consciência. Se eu tomasse banho com o mesmo shampoo e sabonete que uso no Rio, eu beberia uma água com todos os componentes químicos que descartei. – Isso me fez repensar nos produtos que eu compro (e nunca li a embalagem) e a quantidade de lixo que produzo diariamente. (Principalmente os plásticos).

3. Estar e viajar sozinha é libertador.

Você não precisa de ninguém para te fazer companhia. Você é a sua melhor companhia. – e não é papo de auto ajuda! – E os livros! Não posso me esquecer deles. Consequentemente você vai acabar conhecendo novas pessoas. Eu tive a sorte grande de encontrar duas amigas durante a minha viagem e fiz outras amizades maravilhosas.

4. Auto conhecimento não é luxo.

Já ouvi de muitas pessoas, inclusive de amigos meus que terapia, análise ou qualquer coisa que seja focada para si próprio é “para poucos”. Não concordo, até porque acho que é uma coisa muito importante para levar para vida (e também para os nossos relacionamentos). Se escutar é muito raro, ainda mais no mundo cheio de informações e cobranças em que vivemos. Então de vez quando aperta um pause em todas as suas comunicações e olha pra dentro.

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5. Participar de uma roda de mulheres é transformador.

Eu nunca tinha participado de uma roda do sagrado antes. Éramos em vinte e quatro mulheres, contando com a Adriana, que facilitou lindamente a nossa noite. A apresentação era feita primeiro com o seu nome, o nome da sua mãe, irmãs, avós e bisavós. Ter falado o nome da minha família me emocionou muito. Lembrei do tamanho da força que elas tiveram e a grande importância e influência para mim.

Outro exercício muito interessante, foi contar uma história em silêncio, para uma menina que eu nunca tinha visto antes. Foram cinco minutos eu contando a minha história para ela (olhando nos olhos) e depois ela para mim. Foi muito bonito!

6. Tente ser presente no que você fizer e com quem você está.

É normal o nosso pensamento “passear” de vez em quando mas ter presença é muito importante. Se você estiver conversando com alguém, esteja com essa pessoa e não com o seu celular.

8. Trabalhe os seus medos.

Fui acumulando alguns medos durante os anos. (Quem não, né?) Dos mais bobos (medo de insetos) até os mais sérios (medo de lugar fechado ou com multidões). Enfrentei esses dois com muita paciência. Tanto que no final nenhum deles me importava mais.

9. A meditação cura muita coisa.

Eu demorei bastante tempo para entender qual meditação me identificava mais. Não foi uma descoberta imediata, eu tentei diversos tipos. – e entendi que a meditação em silêncio não funcionava. – Descobri e aprendi a Meditação das Rosas, que é uma ferramenta de limpeza energética e limpeza da aura.

10. Não tenha medo de demonstrar ou colocar pra fora as suas emoções.

Ter o ascendente em câncer nunca foi uma tarefa muito fácil no meu campo emocional. Sou muito sensível e em alguns momentos eu me censurei por isso. No meu tempo sozinha eu aprendi que não tem nada de errado com isso. Outro dia eu li uma frase que me encantou e lembrei muito disso: “some words build houses in your throat, and they live there. Content and on fire”. Acredito que ter voz liberta.

Se eu pudesse resumir os meus dez aprendizados e dar um conselho em uma frase só, ela seria “vire-se do avesso”.

Um dia o amor bateu na minha porta e eu não abri

Arte por Federica Bordoni

Mentira, eu abri sim. Mas confesso que fazer isso foi bem difícil e tem sido um dos maiores aprendizados até agora. Há um processo longo pela frente pra eu conseguir me olhar de frente e dizer “tudo bem, você pode ser feliz com alguém”. Eu nunca achei que isso seria possível.

É meio louco, mas indo contra a corrente, desde muito nova comecei a me blindar pro amor. Achava que eu era boa demais para passar pelos perrengues de um relacionamento Seria muito mais simples viver a vida sem me envolver demais com ninguém e, assim, estaria protegida de ser enganada ou sofrer por coisas desnecessárias.

Isso vem desde lá de cedo, da separação dos meus pais. Quando eles se separaram, minha mãe, que usava só roupas largas e escuras e passava o dia reclamando, se transformou em um mulherão independente, com roupas descoladas. Ela estava sempre com amigos, namorados e enfim, muito feliz. E essa sementinha foi plantada na minha cabeça. Uma mulher sem um homem é muito melhor, a equação fechava.

É claro que eu só fui descobrir essa influência depois de muita terapia, mas na adolescência me lembro de ver todo mundo namorando e não me identificar nem um pouco com aquele modelo. E cá pra nós, o modelo de relacionamento proposto pela nossa sociedade, de maneira geral, é machista e doentio. Com muita possessão, pouco diálogo, desrespeito e viradinha de olhos sem paciência.

Eu me envolvi com muita gente, porque era isso que eu queria, muitos casinhos, mas nada sério. Eu queria me entregar intensamente, e nossa! Como eu fazia isso… Me apaixonava desesperadamente, queria sugar todo aquele amor momentâneo porque eu sabia que ia passar. E passava. Na mesma velocidade que eu me apaixonava, eu me desapaixonava e eu amava isso. Amava me apaixonar mesmo sem ser correspondida e isso é lindo também. Valia a pena só pra sentir aquelas borboletas no estômago. Eu aprendi que todos os relacionamentos, por mais que durem um segundo, valem a pena serem vividos com vontade.

Até que um dia, um desses casinhos durou mais e quando vi que isso podia dar em algo sério, dei um jeito de acabar logo com tudo. Depois eu achei que o modelo ideal de relacionamento pra mim seria um namoro aberto. Vivi essa história também.  Deu certo durante o tempo de durou. Terminou por causa dos deslocamentos da vida e não por ser aberto. Eu queria mais.

A questão não era poder ficar com quem eu quisesse e sim saber que eu estava livre de ter que encarar um amor de verdade. Não poder me desapaixonar a qualquer momento me deixava louca. Eu achava que amar era sinônimo de fraqueza, porque  me sentia vulnerável. E como disse Sun Tzu, autor da Arte da Guerra: quem não tem nada a perder é invencível.

E era isso que eu queria ser, invencível. Planejei minha vida pra nunca amar ninguém de verdade. Igual ao filme “Da Magia à Sedução”, que a personagem cria um feitiço para si mesma para nunca se apaixonar por ninguém, só por um homem muito específico, que seria impossível de encontrar. Acontece que esse homem apareceu na vida dela e apareceu na minha também.

Ele tirou a minha base e destruiu todas as minhas certezas, mas plantou algo que eu nunca imaginei que sentiria, a felicidade compartilhada. O amor, aquele que acontece quando duas pessoas completas se somam e conquistam o mundo.

E eu comecei a viver um relacionamento incrível, até que eu reparei que eu estava realmente feliz, mais feliz do que eu era antes até. Eu sempre achei que fosse impossível. Então, comecei a me sabotar de todas as formas possíveis, tentando me convencer de que eu estava entrando em uma furada, que amor assim não existe e que, enfim, eu não poderia ser feliz assim. Como assim você tá feliz com um cara? Não, você não planejou ser feliz assim, volte duas casas.

Hoje, é óbvio pra mim que era apenas medo de descobrir que é totalmente possível ser feliz com alguém. Uma teoria de vida inteira sendo jogada no lixo. Não podia ser.

Mas amadurecer é isso, descobrir que certezas são ideias estagnadas fantasiadas de confiança. E viver sem ter certeza é que é o grande barato. É descobrir, descobrir e descobrir. Arriscar a viver uma vida a dois, ainda me dá frio na barriga, mas é o que mais me faz feliz agora. E amadurecer também é descobrir que não existe jeito certo de viver nada, a única coisa que faz sentido é ser feliz e não importa como. Essa é a única coisa que a gente tem que buscar, ser feliz sem que ninguém e nem você mesmo te diga o contrário.

Eu sempre achei que as pessoas fodas eram aquelas impenetráveis, independentes e que não se envolviam com ninguém. Mas quem é foda é quem se joga e se arrisca com medo mesmo, ainda que seja no amor. E o amor era um abismo escuro pra mim, até conseguir me jogar e descobrir que eu estava voando.

Morar sozinha é curtir a própria companhia

 

By Pascal Campion
By Pascal Campion

Em tempos de solidão, transformo meu tempo em espaço e caminho pela casa de calcinha sem me importar com o que os vizinhos vão achar.

Morar sozinha é transformar vinho em amigo, é fazer da internet minha janela pro mundo e poder fechá-la quando bem entender pra abrir outra janela e olhar pro céu. É imaginar planetas distantes e amores incompletos. Imaginar ser qualquer coisa e dormir enrolada no cobertor quentinho com a certeza de tudo é possível.

Morar sozinha é ler um livro inteiro de tarde sem ser interrompida, fazer quantas maratonas de série quiser. É poder descer e comprar um pote de sorvete, é poder fazer sua comida saudável e guardar em potinhos pro resto da semana.

É poder dançar no quarto sem medo de alguém entrar, é poder se perder na própria bagunça e ter o prazer de arrumar tudo depois. É poder deixar tudo impecável, nos mínimos detalhes. É poder fazer jantares, festas e pequenas reuniões de amigos. É poder chegar sozinha e acompanhada com a mesma emoção.

É poder fazer a decoração que quiser, passar a tarde de sábado pintando um pallet que você pegou na feira e vendo utilidade naquele spray dourado que ficou guardado no armário.

É perceber que plantas são a melhor forma de decorar a casa, mas depois entender o sentido que elas fazem por todos os dias crescerem um pouquinho.

Morar sozinha é pagar 300 reais pelo conserto de alguma coisa idiota e depois pensar que deveria aprender a fazer isso sozinha.

Morar sozinha pode ser bom e ruim, como tudo na vida. Dependendo do dia, bate aquela sensação de querer chegar em casa e desandar a falar com outra pessoa.. Falar sobre qualquer coisa,porque é bom saber que tem alguém te ouvindo.

Mas em compensação, em outros dias você só quer chegar em casa e não falar nada. Só quer deitar com o pé pra cima do sofá e ouvir seus próprios pensamentos.

Morar sozinha é poder ficar envolvida com alguma atividade até de madrugada e ficar tão empolgada com que está fazendo que esquece quanto tempo já passou. Ao mesmo tempo é fazer um esforcinho pra levantar cedo e fazer um super café da manhã pra si mesma, porque sim.

Morar sozinha é conseguir ouvir o corpo, é saber acalmar a mente com a própria mente, é saber cuidar de si mesma. É se mimar de vez em quando, se trazer flores, deixar a luz entrar e mudar a vibe da casa com música.

É sentir-se livre por ser quem é, é saber que você nunca estará sozinha enquanto tiver a própria companhia.

Hoje eu peguei um trem pro passado

Hoje eu tive um sonho muito doido que eu pegava um trem de metrô pro passado e cada estação que a gente parava era uma fase da minha vida, como se eu tivesse revisitando quem eu era, pra construir quem eu quero ser daqui pra frente.

Você segurava a minha mão e eu sentia uma vontade quase incontrolável de te beijar, mas de alguma forma eu sabia que não era você quem eu esperava na estação final. Eu sabia que tinha alguém me esperando lá, mas eu não conseguia lembrar quem era. Quem me esperava era um borrão na memória, como se eu não lembrasse ou ainda não conhecesse e estivesse inventando.

E havia várias garrafas de vinho branco espalhadas pelo metrô, como se a gente tivesse bebido todas e entrasse num estado de psicodelismo. Você ia me contando histórias com tom de poesia entre uma estação e outra. Você dizia que eu era uma avalanche, que eu entrei pela porta e te desestabilizei, não a ponto de te deixar inseguro, mas de me querer mais. E eu sabia que você enxergava através de mim, só como os bons poetas fazem. Nem músicos, nem artistas plásticos, nem atores. Apenas escritores têm essa capacidade de ver por dentro das pessoas.

Eu queria me jogar em você, te levar pro meu passado e te esconder lá em alguma estação que eu pudesse revisitar. Sentir o que você sentia por mim era reconfortante de alguma forma e eu sabia que existia uma linha invisível que segurava nossas cabeças. Se soltasse talvez eu caísse em mim e podia ceder minha vontade de te beijar. Alguma coisa muito interna me dizia que não era o certo, que isso ia ter consequências no futuro, mas eu não podia ver agora, já que revisitava meu passado.

Eu não sei por que era você, eu não sei como a gente se encontrou no metrô, mas a vida tem caminhos tortos que nos levam ao encontro de pessoas que nos tiram o chão e ao mesmo tempo nos mostram o céu. Você era meu guia pro passado e por mais que quisesse estar comigo, você dizia que a única coisa importante agora era o futuro e o que me esperava na última estação.

Eu morria de medo, porque era uma estação toda escura e eu tinha que descer sozinha. E você dizia, pode ficar se quiser, mas em algum momento você precisa descer aqui, nem que seja pra voltar pra casa.

É muito barato ser feliz

Hoje eu acordei estranha, meio fora de mim, angustiada e sem querer viver o dia de tanta coisa que eu tinha pra fazer. Cheguei no trabalho meio atordoada, sem conseguir me concentrar direito em nada, cada hora começava uma coisa e não terminava.

Vi o stories da minha melhor amiga que está viajando o mundo de bicicleta e comecei a chorar. Às vezes a gente acorda mesmo com uma angustia sem sentido, mas dá pra transforma-la em outra coisa ao longo do dia.

Chorei meio contida, mas chorei. Chorei por prestar atenção na letra da música que eu escutei pra malhar essa semana, pra você ver a profundidade da sensibilidade que eu to ( a musica é Heading Home do Gryffin – vamos ouvir e chorar juntos mentalmente de mãos dadas).

Saí pra almoçar e resolver umas coisas na rua. Coloquei a música no repeat e fui andando. Entrei numa rua que eu nunca tinha passado e me surpreendi com as casinhas coloridas, uma do lado da outra. Botafogo tem dessas surpresas.

E beleza, eu tinha que passar por essa rua hoje pra pegar uma encomenda, mas fiquei me perguntando por que a gente não se arrisca e não se permite se perder de vez em quando pra encontrar alguma coisa nova.

Fui andando e observando tudo em volta e tudo virou poesia de repente. Eu me encantei com todos os ângulos da rua, das pessoas, das cores.

Resolvi almoçar num lugar diferente, pedi uma taça de vinho branco. Por que não? Nada como apreciar nossa própria companhia. O dia tá lindo, ainda tenho meia hora pra voltar pro trabalho (aliás, estou escrevendo este texto no restaurante de esquina e olhando para uma palmeira toda verde lá no fundo em contraste com o céu azul. Meu deus vocês precisam ver isso).

Estou aqui pensando por que a gente não se permite fazer essas coisas de vez em quando. Dar um tempo, almoçar num lugar diferente sozinho, andar por novas ruas ouvindo música. A gente fica muito preso a uma rotina, mas a verdade é que podemos mudar o rumo das coisas todos os dias.  E eu nem to falando de uma forma radical, não. Que seja pra tomar um sorvete no meio da tarde, mas é preciso estar totalmente entregue, sentindo cada colherada como se fosse o melhor momento da vida, degustando o presente sem pressa, só vivendo e sentindo um calorzinho no peito e o corpo todo arrepiando. Sabe aquele momento que você sabe que é feliz? Você sente e sabe, de alguma forma, que aquilo é a felicidade, pura e simples. Você sabe que vai lembrar daquele momento com saudade.

Eu geralmente me encanto com tudo e quem ta em volta me acha doida, porque eu olho pra qualquer coisa e me apaixono instantaneamente e choro e pulo e grito. Sei lá, por ver a palmeira em contraste com o céu, por exemplo. E ninguém entende. E deve ser um saco viver sem ter esses deslumbres instantâneos.

É muito barato ser feliz. Mas o que custa caro é a gente não se permitir sentir isso. Sei lá, parece que a gente se sente culpado de ser feliz. Tem tanta merda acontecendo no mundo, as pessoas estão super ansiosas e depressivas, por que eu vou me permitir ser feliz?

Mas sentir isso é a unica forma de olhar pra trás e ter certeza de que a vida valeu a pena. A vida sempre vale a pena, aliás. E estar presente é a melhor forma de transformar o mundo, porque você consegue fazer as coisas que acredita sem se importar com o resultado e sim com o processo. Essas são ações mais puras e verdadeiras. São elas que mudam o mundo. Ou as pessoas, o que dá no mesmo.

15 coisas que eu aprendi com um grande amor

1 – A vida é cheia de surpresas

Não esperava me apaixonar por ele, e quando percebi o que estava acontecendo tive que fazer muitas escolhas que tiveram várias consequências. Escolhi me entregar ao que eu estava sentindo, e viver essa história de amor com ele com certeza foi a melhor das consequências. Aquele pedacinho de vida que tivemos juntos durante aquele tempo finito mudou pedacinhos da pessoa que eu sou atualmente.

2- Como é estar em plena sintonia com uma pessoa

Nossa intuição em relação um ao outro era quase sempre exata de uma maneira mágica, e sabíamos exatamente o que o outro estava pensando e sentindo. Não conseguíamos fugir, e percebi que isso era tão incrível quanto assustador. Não precisávamos de palavras para falar e expressar pensamentos e sentimentos, muitas vezes um gesto, um olhar ou um sorriso era mais que suficiente. Entendi como era bom e gratificante fazer parte de alguém e da sua vida desse jeito tão intrínseco.

3 – Distância física não é um fator decisivo, mas é contribuinte

A distância física pode atrapalhar e tornar o relacionamento mais difícil, mas no fim cabe à nós insistir ou desistir, porque o sentimento não acaba quando um de nós vai morar longe. Às vezes falar por mensagens é tão intenso e significativo quanto estar frente-a-frente. Saudade é um sentimento palpável que surge de muitas maneiras, como declarações espontâneas por mensagens, ou lágrimas derramadas na solidão do seu quarto.

4 – Música é uma linguagem racional e emocional por si só

Músicas realmente falam com sua alma e você se identifica com as palavras de amor, com o ritmo da tristeza, e até com o calor da raiva. Uma música pode tanto te dar conforto quanto te fazer chorar copiosamente porque o cantor soube expressar exatamente o que você estava pensando e sentindo. As coisas fazem um pouco mais de sentido acompanhadas de uma boa trilha sonora.

5 – O poder e a importância das amizades girl power

As amigas são sempre essenciais, mas se tornam ainda mais nesses momentos. Elas estão ali para ouvir, dar apoio, comemorar as conquistas, dar colo na necessidade, dar conselho, xingar o maldito quando te machuca, beber cerveja para superar as dores e ver filmes do Magic Mike juntas para apreciar homens bonitos e gostosos. Algumas vezes acontece de vocês estarem passando por situações parecidas na mesma época e a amizade de vocês atingirá níveis antes inimagináveis. Você descobre que a vida é muito melhor vivida com sua melhor amiga do seu lado.

6 – Para amar é preciso confiar profunda e plenamente

Ele me admitiu uma vez que tinha medo do “poder” que me dava, mas a verdade era que ele confiava em mim o suficiente para ser completamente vulnerável, e em troca cuidava da minha vulnerabilidade que eu confiava nele. A sensação era libertadora e maravilhosa, mas também vinha junto daquele medinho de despencar de uma altura tão alta que talvez não sobrevivêssemos à queda. De vez em quando a auto-preservação que aprendemos ao longo das nossas vidas nos fazia hesitar, e aprendi que era um constante esforço consciente pular na direção dele. Em compensação cair naquele abraço era um dos maiores confortos, e estar com ele era mais aconchegante que minha cama.

7 – Amor pode ser um sentimento muito poderoso e arrebatador

Amar plenamente alguém é uma das maiores aventuras que podemos viver, e sentir tão intensamente pode ser uma das melhores coisas que você tem capacidade de fazer. Sentir alegria, carinho, amor, paixão, confiança, cumplicidade, amizade, companheirismo, intimidade e uma miríade de emoções e receber isso tudo em troca pode ser uma das maiores honras que temos como seres humanos.

8 – Algumas coisas a lógica e a racionalidade não conseguem explicar

No meio das brigas, eu tinha a certeza do amor dele por mim; No meio das lágrimas, das mágoas, e da vontade de ir embora, eu tinha certeza que ele não queria me machucar propositalmente; Entre os medos, eu sabia da sua bondade como pessoa. Mesmo que meu cérebro não soubesse explicar como algumas dessas certezas eram tão claras e óbvias, meu coração simplesmente sabia e aceitava, do mesmo jeito que aquela mágica da intuição funcionava. Apesar disso, também me dei conta que às vezes isso não é suficiente e não faz doer menos.

9 – Amar é um sentimento que vem acompanhado

Amor e medo são dois sentimentos muito poderosos que parecem opostos, mas muitas vezes andam de mãos dadas. Amor e dor, ou amor e tristeza, de vez em quando são sinônimos. Ocasionalmente é preciso escolher entre eles, e essa escolha dita como o relacionamento flui.

10 – Grandes amores deixam marcas

Existem alguns momentos que serão monumentais, marcantes e verdadeiros game-changers. Eles farão o relacionamento mudar, para bom ou ruim, e não temos como prevê-los ou ignorá-los. Ocasionalmente até podemos sentir um deles chegando e o medo da mudança ou do desconhecido nos fará tentar evitá-los a todo custo, mas eles são inevitáveis. Esses momentos marcam nossas almas com seu impacto, e uma parte desses sentimentos nunca vai embora, simplesmente viram aprendizados para o resto da sua vida.

11- Sentimentos mudam

Eles podem mudar rapidamente, se transformarem momentaneamente em raiva, tristeza ou decepção, ou podem ir mudando devagar e aos poucos, deixando de ser uma paixão arrebatadora ou um amor grandioso e se transformando em carinho e amizade. Essas mudanças muitas vezes são assustadoras e difíceis de lidar e aceitar, mas também são incontroláveis e inevitáveis.

12 – É possível viver sem arrependimentos

Mesmo quando tudo dá errado e o relacionamento termina, é muito bom ter a plena certeza de que você fez de tudo o que podia fazer, foi o mais honesta que pôde, se entregou o máximo que conseguia, tentou de tudo, e que mesmo assim não foi o suficiente para funcionar. Terminar não é fracassar, aprender é evoluir e é bom não ficar ressentida quando não dá certo. Às vezes a culpa não é realmente de ninguém senão da metamorfose da vida.

13 – Você não será mais a mesma pessoa, e isso é bom

Você aprende muito sobre si mesma, como sua capacidade de perdão nos momentos de mágoa, sua imensurável força e resiliência nos momentos difíceis, sua inacreditável coragem nos momentos assustadores, sua liberdade nos momentos plenos, resistência nos momentos cansativos, e da sua imensa capacidade para amor que antes nem sequer imaginava ter. Amar é expansivo e você evolui com cada experiência.

14 – O tempo realmente ajuda

Com o tempo você supera a dor, deixa pra lá a mágoa e verdadeiramente segue em frente com a sua vida. As lembranças ficarão com você, descoloridas dos sentimentos mais fortes, mas tingidas de nostalgia e aprendizado. Ocasionalmente você lembrará dele, de vocês, do amor, e vai sentir apenas paz.

15 – Existirão outros grandes amores

Vai ficar tudo bem. Eventualmente as coisas darão certo novamente, você precisa apenas continuar tendo coragem e abertura para futuros grandes amores na sua vida, eles virão.

 

Disciplina é um processo e não apenas uma decisão

Disciplina. Esta palavra ronda nossa vida por meio de textos motivacionais, revistas fitness e livros de auto-ajuda. A gente sabe que só vai conseguir o que almeja se essa palavrinha mágica for inserida no dia a dia: disciplina. Nos sentimos até meio idiotas quando nos dizem que falta de disciplina é preguiça. Será que é só isso mesmo? Por que é tão difícil ter disciplina?

Porque ter disciplina significa abrir mão de alguma coisa, nem que seja de mais algumas horinhas de sono, de comer um chocolate, de assistir a mais um episódio de uma série. É complicado achar o equilíbrio entre a disciplina e o fazer o que você quer no momento, mas o segredo está aí.

Se a gente começar a seguir tudo certinho e nunca abrir mão de nada, a vida fica muito chata. O objetivo vai ser alcançado, mas será que vale a pena desfrutar só da linha de chegada e não do caminho?

É claro que eu coloco essa regra de modo geral, porque tem gente que é muito feliz sendo disciplinado e tendo o controle de tudo, mas acredito que, assim como eu, muita gente tem dificuldade criar esse hábito. E entre não ter disciplina nenhuma e ter um mínimo de disciplina, é melhor que a gente fique com a segunda opção se quisermos alcançar algum resultado.

A primeira coisa que devemos encontrar para começar a ter disciplina é a motivação. Qual é a sua motivação para criar uma rotina disciplinada? Se a motivação não for real, a disciplinada não vai fazer o menor sentido.

Primeiro você deve se perguntar: para que eu quero ter disciplina? Quando você encontrar o seu motivo,  crie metas diárias que não causem uma ruptura brusca na sua rotina. Por exemplo, se você quer começar a se exercitar, procure alguma atividade que não vá te tirar muito do caminho ou dos seus horários. Pode ser na hora do almoço ou entre o trabalho e a faculdade ou um curso livre que você faça.

Use o tempo a seu favor. Organize-se. Quer economizar dinheiro? Separe uma horinha para fazer mais comida e leve como uma quentinha para almoçar no trabalho. Pense que vai ser só mais uma hora gasta em um dia da semana para 5 dias de refeição economizadas.

Quer se especializar em algum assunto? Comece a fazer aulas onlines gratuitas duas ou três vezes por semana sempre no mesmo horário. Qualquer coisa que seja, você precisa começar aos pouquinhos. Na época da escola e da faculdade a gente tinha um compromisso com o horário da aula, certo? Marque um compromisso com você mesmo com data e local. Dedique-se por uma horinha no dia ou apenas uma horinha na semana para começar.

Tudo na vida começa aos poucos. Não adianta decidir que vai mudar o estilo de vida totalmente na segunda-feira. Aliás, na maioria das vezes, isso nos leva à frustração, porque não conseguimos, nos culpamos, ficamos ansiosos e continuamos parados no mesmo lugar.

A sensação de realmente fazer algo que você planejou te impulsiona. E, de repente, sem você notar, a disciplina virou um hábito.

Eu não tenho opinião sobre isso

Arte por Aykut Aydoğdu
Arte por Aykut Aydoğdu

Nesses últimos tempos eu me deparei com uma situação muito louca: o fato de eu ter medo de dizer que não tenho opinião sobre determinado assunto. Sempre que eu falo isso, começam a vociferar um bando de frases prontas do tipo “você tem que prestar atenção nisso”, “você tem que se informar mais”, “nossa, mas como você consegue passar os dias sem se questionar sobre isso?”.

Como se todas as pessoas do mundo precisassem saber o que está acontecendo o tempo inteiro e mais, ter uma opinião sobre tudo isso. Eu sou uma das maiores defensoras da Era Digital, quem me lê sabe disso, e eu acho realmente incrível o fato da gente poder estar a um clique de distancia de qualquer informação.

Beleza, mas de onde veio essa ideia de que a gente precisa estar inteirado sobre tudo o tempo todo? E pior, levantando um bandeira por tudo.

Eu já mudei tanto de opinião sobre tantos assuntos que cheguei a duvidar de mim. Será que eu sou tão vulnerável assim? Como se estar aberta para entender os outros lados fosse sinal de fraqueza.

Quanto mais eu vejo as pessoas cheias de certezas, mais eu chego à conclusão de que ninguém sabe de nada, porque não existe certo e errado. No fundo, tudo é uma construção nossa, tudo é uma opinião, um ponto de vista.

São tantas camadas de informações que, até chegarem na gente, já estão todas distorcidas. Quem nunca leu uma história no jornal, mas conheceu um amigo de um amigo que estava lá e disse que foi completamente diferente? Talvez tudo seja realmente relativo e a gente está brigando e julgando o outro simplesmente por estar enxergando as formas de outro angulo.

A única certeza que eu tenho, apesar de tentar desconstruir todas as certezas que eu criei, é que a gente não deve ultrapassar o limite de liberdade do outro. Então, se eu cumprir com esse papel que eu acho justo, ninguém pode me julgar por eu não ter uma opinião ou por não levantar a bandeira de algo que eu não tenho certeza.

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Às vezes eu me sinto incompreendida nesse mundo flaXflu entre esquerda e direita. Me criticam por eu ter ideias sociais de esquerda, feminista, puta, socialista. Me criticam por eu defender algumas ideias de direita, capitalista, fria, não pensa nos outros. Você tem que tomar uma posição para votar nas pessoas que vão governar o seu país, você é responsável por essa merda toda que você reclama.

Eu sei, eu sei que é importante. Mas até que ponto esse discurso não é mais da certeza mesquinha de alguém? Até que ponto isso é mais importante do que construir algo que eu realmente acredite, que faça realmente diferença na vida das pessoas, mesmo que em uma escala menor?

Por isso eu parei de ouvir o que eu tenho que fazer, sobre o que que eu tenho que saber, sobre onde eu preciso me informar. A gente lida com tanta informação que acaba virando um bando de informação superficial. Tem gente que consegue, tem tempo e adora se envolver com mil assuntos. Tudo bem. Eu só não acho justo que eu tenha que fazer isso também. Esse negócio de multitarefa não é pra mim. Eu adoro fazer nada, gente. E às vezes eu me julgo por gostar de fazer isso. Olha só que doentio.

E fora o trabalho de 8 horas por dia e minhas 8 horas de sono, sobram 8 horas para eu aprender alguma coisa nova, estudar sobre meu trabalho, ler um livro, conversar com meus amigos que moram longe, me divertir, cuidar do blog, ir pra academia, fazer nada…

Uma decisão sábia é filtrar quais informações você quer que cheguem até você e escolher qual delas você vai se aprofundar, sem tentar participar de tudo de forma superficial, sem ter certeza. E claro, sem julgar o outro por ele não querer se aprofundar nas mesmas coisas que você, só porque você tem certeza que é importante.

Eu tenho feito isso há um tempo e minha ansiedade tem me dado uma trégua. Aceitar não ter uma opinião e não sentir necessidade de estar a par de tudo te dá mais tempo de se aprofundar e pensar em coisas que você realmente quer. É mais produtivo e menos estressante viver assim,  pode apostar.

CONSELHO PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS SOLTEIRAS: VIVAM.

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Toda mulher solteira já teve medo de ser solteira. Essa frase é muito esquisita, mas acredito que seja uma verdade para muitas mulheres. Eu mesma confesso que já passei por isso, mas hoje já enxergo a grande besteira que é sentir medo de ser solteira.

Se tentarmos entender a origem disso tudo, começaremos a filosofar sobre os inúmeros padrões que a sociedade estabelece e como isso afeta principalmente as mulheres, que desde pequenas se veem na obrigação de seguir o famoso “felizes para sempre” da Disney.

Bom, mas esse texto não é para indagar os padrões e nem tentar entender por que a sociedade é tão sacana com a mulher em alguns aspectos. Esse texto é para realmente tentar libertar essas mulheres solteiras que se sentem tão pressionadas.

Meu grande e precioso conselho para as minhas amigas solteiras é apenas um: vivam. Existem tantas coisas maravilhosas para se fazer quando se é solteira. Por favor, joguem essa carência pro lado, sacudam a poeira da necessidade constante de ter alguém com quem conversar no Whatsapp, e venham viver a vida com tudo o que ela tem de bom para oferecer.

Nem de longe esse é um texto para incentivar o desapego. Até porque seria um pouco esquisito alguém como eu desacreditar no amor. Não. Eu acredito muito na importância do amor pelo outro. Mas eu também acredito MUITO no amor próprio. É ele que nos move o tempo todo, que nos faz descobrir coisas novas, superar obstáculos, e enxergar o mundo de várias formas diferentes ao mesmo tempo.

Estar com alguém é realmente muito bom, não nego. Porém, estar sozinha também é extraordinário. E confesso que morro de aflição de ver esse monte de mulheres que simplesmente não conseguem passar um fim de semana sozinhas, que não ficam um dia sem trocar mensagens completamente banais com algum cara, que não têm nenhum medo na vida que vá além do pavor de ficar para a titia.

Garotas, acordem! Primeiro de tudo: o amor chega para os distraídos. Já repararam como as maiores paixões de nossas vidas batem na nossa porta quando não estamos esperando por elas? Pois é… Segundo: há milhares de coisas incríveis para fazer quando se é solteira. E calma lá que eu nem estou me referindo a sair pegando todos os caras que existem. Estou querendo dizer exatamente o contrário.

Estar solteira é poder fazer absolutamente o que quiser no fim de semana. Pegar o carro e descer pra praia sem dar satisfações, sair com as amigas para dançar e voltar de madrugada, ou simplesmente ficar em casa enfiada embaixo das cobertas vendo seu filme preferido pela milésima vez. É claro que também podemos fazer tudo isso quando estamos namorando, mas o gostinho sempre muda dependendo do nosso estado civil.

Porém, eu ainda acho que estar solteira é mais do que isso. Para mim, a maior vantagem de estar solteira é a autodescoberta que isso promove. É claro que ao nos relacionarmos com alguém também fazemos uma grande viagem dentro de nós mesmos, mas é quando estamos apenas em nossa própria companhia que desvendamos nossos maiores medos, inseguranças, e também descobrimos muitos dos nossos sonhos.

E não poderia ser diferente… Afinal, é na solidão que temos nossos momentos de maiores reflexões. Então, é claro que meu conselho não poderia ser diferente. Mulheres solteiras de todos os cantos, parem de se lamentar por não terem ninguém com quem dividir a xícara de café. Apenas vivam. Até porque se vocês querem tanto um “felizes para sempre” com alguém, é mais do que primordial terem um momento sozinhas antes disso. Só assim terão certeza de que estão plenas com si mesmas e prontas para dividirem uma vida quando encontrarem a pessoa certa.

Texto publicado originalmente no blog Para Preencher, nosso parceiro de conteúdo. Isso quer dizer que você vai encontrar textos do De Repente dá Certo por lá e textos do Para Preencher por aqui :)

Encontro do mar com o rio

Ela se doa, se entrega, se dissipa
Como água corrente, se transforma
Tenta ser pedra, tenta segurar
Mas quando vê, já foi
Já é não mais ser

Pede muito por ser muito
Não sabe ser pequena, simples
Inventa, seduz, deduz
que as linhas são ondas
que o amor é fácil

Quem vê até pensa
que ela é ingênua
mas ingenuo é quem não vê
O mundo como ela vê
Enquanto os outros veem um copo
Ela enxerga a tempestade