Me emocionei na Cordilheira dos Andes

A viagem de carro pela América do Sul mal terminou e eu já sinto saudades. Tenho muuuitas coisas para contar. No último post, quase em tempo real, falei sobre Mendoza, na Argentina.

Logo depois, passamos pela Cordilheira dos Andes. Eu mal sabia o que estava me esperando. Esse foi um dos momentos mais marcantes do mochilão. A atravessamos para ir de Mendoza, na Argentina, até Santiago, no Chile. Santiago foi a primeira parada em território chileno.

A Cordilheira foi aparecendo aos poucos. Quanto mais subíamos e passávamos pelas curvas, mais nos assustava a paisagem incrível. É coisa de cinema mesmo. Tive que sair do carro e tirar umas fotos na estrada. Coloquei uma música do Wilco para tocar e fiquei muito emocionada.

Mas, não foram só flores. Eu tenho a pressão baixa e morro de medo de altura. Ao chegar na fronteira da Argentina com o Chile, estava tudo ok, tirando o frio. Saí do carro, preenchi os papéis da travessia e tudo mais. De repente, me senti tonta e depois disso, não lembro de mais nada.

Mas, caaaalma. Não era nada demais, porque logo depois, chegou um paramédico para me socorrer e disse que desmaiar naquelas condições era normal, já que eu tinha pressão baixa e me faltou ar no cérebro (hehe!). Foi uma aventura e tanto, coitada da minha mãe. Eu caí com um joelho no Chile e outro na Argentina. Nunca havia desmaiado antes e agora tenho noção do quanto é ruim! Cruiz!

Ao chegar no Chile, ainda na Cordilheira e depois de passar pela fronteira, está o famoso Caracol (Los Caracoles). É uma estrada literalmente em forma de caracol. SURREAL! É uma pena que pegamos ela no finalzinho do pôr-do-sol. Quem mandou desmaiar, né Marcella? Hihi. Tirei várias fotos mesmo assim. Não é difícil de descê-la e também não vi nenhum caminhão tirando o pé do freio.

Pegar estrada na Cordilheira dos Andes foi uma aventura a parte e merecia um post só dela. Espero que tenham gostado e não fiquem com medo, viu? É lindo demais!
Logo, logo, conto da chegada em Santiago e das pedras Lápis Lazuli maravilhosas que encontrei por lá!

 

4 curiosidades:

– O “Los Caracoles” é um conjunto de curvas somadas a um desnível de aproximadamente 670 metros. Nesse trecho não se deve passar dos 50 km/h nas retas e nas curvas dos 20 km/h.

– A fronteira da Argentina com o Chile, neste ponto, é um tanto quanto rigorosa. Enquanto na aduana entre Brasil e Argentina demoramos no máximo meia hora, na aduana Chilena ficamos por quase 1h30 (sem contar o meu desmaio, haha).

– Ainda na Argentina, está a Puente del Inca, um pequeno vilarejo que fica na margem da Ruta 7 e tem esse nome por causa da formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o Rio Las Cuevas. Nela há o Hotel Puente del Inca, um hotel termal abandonado que foi inaugurado em 1.925 e desativado 40 anos depois.

– Ressalto que fomos no outono, então estava muito frio e a possibilidade de ver neve era enorme. Mas, o que mais me impressionou foi a mudança rápida de cenário. De repente, pluft! Você atravessa um túnel da Cordilheira e o visual é outro.

Esse texto é do site Sem Clichê, nosso novo parceiro de conteúdo! Isso quer dizer que trocamos textos e vocês podem ler um pouco de De Repente dá Certo lá e um pouco de Sem Clichê aqui! <3 

Sem Clichê

Marcella Brafman é autora do Sem Clichê. Ela é jornalista, escritora e mineira. Sofre de imaginação fértil que só passa escrevendo.

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