Marcela Picanço

Criadora e editora do De Repente dá Certo! Este blog é um mapa de onde minha imaginação foi. Agora, o caminho é de vocês. Sejam bem-vindos! Pra saber mais é só clicar ali em cima no: "Quem escreve essas coisas?"

Já é hora de fazer balanço geral do ano?

Ano passado eu tinha certeza deste ano. Ouvia as pessoas falando que seria um ano difícil, mas eu entrei nele de cabeça, com flores pra Yemanjá, lista de resoluções e uma certeza que palpitava na cabeça: esse ano eu vou conquistar tudo que eu quero. E olha que eu nunca fui de fazer resolução ou me prometer coisas pro ano. Sempre gosto de fazer o que me der na telha, sem nada muito programado. Afinal, a vida é uma caixinha de surpresas e comprometer-se a fazer coisas que você ainda não sabe se vai querer fazer é a receita certa para se frustrar.

Tinha muito tempo que eu não fazia resolução de ano novo, mas ano passado eu resolvi fazer, porque estava confiante. Acontece que nenhuma das minhas resoluções se concluiu, talvez por eu não estar preparada para elas. Pra falar a verdade, eu nem tentei, porque fui sempre deixando pro próximo mês e de repente eu estava em novembro. E em vez de correr atrás pra conseguir fechar as contas até dia 31 de dezembro, eu simplesmente quero deixar pra lá.

E eu olhei pra trás, pro meu ano, e vi que eu não tinha feito nada do que eu tinha me prometido. Que foi um ano paradão, blasé, sem conquistas, perdas ou frio na barriga. O equilibro é bom, mas o morno? O sem tempero? Não vale a pena viver sem borboletas no estomago, por qualquer coisa que seja. E quando eu pensei nisso me veio uma enorme onda de frustração, porque a culpa tinha sido minha.

Eu que não corri atrás pra conquistar as coisas que eu queria. Mas quando eu realmente me dediquei um tempo pra destrinchar meu ano, percebi que eu não queria bem fazer essas coisas que eu tinha planejado. Eu queria conquistá-las, mas sem gastar um pingo de tempo para, de fato, efetuá-las. E sinto informar,  mas também não foi neste ano que eu encontrei o gênio da lâmpada. Porque só assim pra conquistar coisas sem esforço nenhum.

E quando essa frustração me pegou no meio de uma terça-feira chuvosa, eu comecei a tirar um monte de coisas do baú do ano e me lembrei de várias coisas que me tiraram o ar, me fizeram chorar, rir, me descabelar e sentir no fundo da alma uma felicidade enorme por existir.  Sabe aquele sentimento que dá um calorzinho no coração e você pensa, puta que pariu, como é bom estar vivo?

Perdi o emprego, perdoei pessoas, conheci pessoas incríveis, me aproximei de outras mais incríveis ainda, trabalhei com uma parada que eu nunca imaginava, ganhei dinheiro e amei muito. Eu lembro que eu senti muito amor neste ano, talvez por eu estar mais preparada para amar e doar esse amor. E eu não conquistei o que eu tinha me prometido, mas ganhei tanto por outro lado, e coisas que eu nem imaginava.

Acho que sentir-se conectado é o grande barato da vida. Você se encaixa e percebe que não precisa mais procurar proposito nenhum. O propósito é ficar conversando com alguém sobre suas conclusões da vida até o sol nascer, o proposito é mandar uma mensagem de madrugada e ser respondido na hora com a mesma intensidade, o propósito é se perder na história de um livro, o propósito é ouvir sem esperar sua vez de falar, o propósito é comer a sobremesa antes do almoço, o propósito é lembrar de alguma coisa engraçada e começar a rir no metrô lotado, o propósito é amar e ser amado de volta, o propósito é estar presente, seja no quer for.

E como isso é difícil, mas a gente precisa aprender a fazer. A gente precisa aprender a se conectar e pra isso acontecer é preciso estar aberto, não tem jeito. E eu não estou falando que é preciso contar sobre sua vida. Estar aberto é estar aberto pra trocar. Que nem aquela música “pela lei natural dos encontros, eu doou e recebo um tanto”.

E o que ficou de aprendizado é que viver olhando apenas para o prêmio faz com que você se esqueça de todas as outras coisas ao redor, tão ou mais valiosas do que atingir seus objetivos. Não adianta conquistar algo se você não curtir o processo, porque a vida é só um processo gigante que te leva a lugar nenhum, então é melhor começar a curtir o caminho enquanto ele se cria. Muito livro de auto-ajuda, né? Mas to sendo sincera e tive que me frustar e colocar a cabeça pra pensar pra chegar a essa conclusão. Fiquei tão apegada às minhas promessas que quase me esqueci do resto que eu conquistei este ano.

Claro que é importante ter objetivos, mas sem fechar portas para outras oportunidades e sem fechar olhos para o que o mundo nos oferece constantemente. Por isso, esse negócio de fazer resolução de ano novo não é pra mim.  Tem gente que precisa estabelecer metas, mas eu funciono melhor sob inspiração e não sob pressão.

No começo do ano que vem, quando eu for pular as sente ondinhas, em vez de me prometer coisas que eu nem sei se vou querer mais, vou prometer me escutar mais e ser sincera com as minhas vontades. E, logo agora, terminando este texto, cheguei a conclusão de que eu estava certa e realmente conquistei tudo que eu queria no meu ano, eu só não sabia que era isso que eu tenho agora.

O amor não acaba assim

Anoiteceu em mim quando você me atravessou como se eu fosse um fantasma. Não por não querer me ver, mas por eu não ser mais nada dentro daquilo que você custa chamar de representatividade na vida.

E seu olhar me congela enquanto você pergunta, com um copo de cerveja na mão, na maior tranquilidade se está tudo bem. Eu olho pra você de volta e tenho certeza que dá pra ver meu coração saltando pelo vestido que eu fiquei duas horas pra escolher quando soube que você estaria ali. E mais do que todos os “nãos” e foras que eu já recebi já vida, esse olhar me diz que acabou.

E eu não sei entender as coisas que acabam. Como assim, acabou e pronto? Na natureza nada se perde, tudo se transforma. E o que não deixa o acabar na gente é aquele fio de esperança maldito de que tudo não passou de um mal entendido, de que é tudo uma transformação, não um fim. O amor não acaba assim, como um pote de sorvete que acaba e ainda se quer mais.

Seu olhar de indiferença me atravessa como uma espada fria e eu tenho vontade de te chacoalhar e perguntar onde você está, onde você foi parar? Quem é essa pessoa estranha aí dentro, com tantas certezas que não existiam antes. Saio de perto pra conseguir respirar, mas tenho vontade de sumir, tomar um remédio pra curar essa agonia. Eu não sei por que ainda não inventaram um remédio pra curar amor. Seria tão simples. Desligar essas sinapses que meu cérebro insiste em fazer toda vez que ele te vê atravessando a esquina.

O fim é sempre apavorante porque ele te obriga a olhar pra outros lados, a recomeçar. O fim te tira da zona de conforto sem você pedir. Não tem mais nada ali, amigo. Vai procurar outra coisa, porque insistir em algo que não vai te dar retorno é burrice ou falta de amor.

Virei uns 50 mil shots de cachaça,prometi mundos e fundos pra quem eu não conhecia, me permiti sentir tudo com tanto afinco que acho que me revirei do avesso e resolvi abrir a janela pra vida. Acordei com a cabeça explodindo de dor e um gosto de poeira na boca. Era a primeira parte de você que com começava a virar lembrança.

É preciso estar aberto para as oportunidades

Quarta-feira foi a abertura da ArtRio, uma feira de arte contemporânea que acontece todo ano no Rio e, por causa disso, o Consulado da França resolveu fazer uma festinha/coquetel no hotel Caesar Park, que fica na Vieira Souto em Ipanema, ou seja, bem de frente pra praia, no rooftop. Essa festinha era pra homenagear o artista Claude Viallat, por isso, era também uma super exposição com obras dele.

Eu nunca sou convidada pra esse tipo de evento, mas escrever sobre arte e cidades no blog tem me aberto um mundo novo e eu nunca conheci tanta gente diferente de mim em tão pouco tempo. A maioria da galera saiu da abertura da ArtRio e foi direto pro lá.

A festa estava cheia de gente chique, elegante, entendedores e admiradores de arte. Era óbvio que eu, de calça jeans e bota, não fazia parte daquele ambiente de terno, salto fino e vestido, mas nada que um vinho branco e umas caipirinhas não tenham resolvido. Tinha um buffet incrível, só com comida maravilhosa tipo salmão e camarão. Eu nem saberia descrever os pratos, de tão elaborados que eram. Tinha um mesa de doces do estilo que eu nunca vi antes, só coisa realmente muito fina.

Em pouco tempo eu já estava dançando e conversando com as pessoas. Essa é a mágica que acontece quando as pessoas bebem e a aumentam o volume da música. Todo mundo se sente mais confortável, né? Até que eu comecei a conversar com a mulher mais estilosa da festa. Cabelão cacheado, jaqueta com estampa de um grafiteiro (que ela não lembra o nome) e um coturno com salto giga. Ela, com o maior sorrisão, foi toda simpática e começamos a conversar sei lá sobre o quê. Tem gente que passa empatia de imediato. Sabe quando bate? Você só quer continuar ali conversando com a pessoa, tentando entender mais sobre ela.

Elsaine era uma mulher independente, divertida, mente aberta e que adora Louis Vitton. Quando ela me falou isso, eu não imaginava que ela era a maior compradora de Louis Vitton do Rio (foi mal galera, não consigo evitar de dar um Google em toda pessoa nova que eu conheço). É claro que essa é uma realidade completamente diferente da minha, já que eu só tenho uma bolsa que comprei na forever 21 e uma mochila que já está caindo aos pedaços. Eu não ligo mesmo pra sapato e bolsa. Mas a Elsaine, em vez de ser aquelas pessoas esnobes, tinha uma energia incrível e boas histórias. Combinamos de ir na ArtRio, inclusive ela me deu o ingresso vip dela quando eu falei que queria escrever sobre a feira aqui no blog. Quase morri de amor. Falou que eu tinha que conhecer o Beto, que faz parte da organização e é um adorador de arte. A troca com as pessoas existe em tantos, mas tantos níveis que a gente nem imagina. Conhecer alguém novo, em qualquer situação que seja é sempre especial se a gente estiver aberto. Como eu já falei aqui mil vezes, se conectar com pessoas é o nosso maior trunfo.

Conversei com mais mil pessoas, tirei foto com a Vanessa da Mata, descobri que o Caesar Park vai deixar o rooftop aberto ao público no verão. Isso mesmo. De graça, e a gente paga apenas o que for consumir lá em cima. E de repente eu não me senti mais totalmente desconfortável naquele ambiente cheio de pessoas ricas e famosas e colecionadores de arte.

Quanto mais eu me desafio a sair da minha bolha, dos lugares que eu vou sempre e daquilo que eu chamo de realidade, eu me surpreendo. É claro que o blog tem me ajudado a ir a lugares que eu nunca iria, mas de vez em quando eu me proponho fazer alguma coisa totalmente diferente e a experiência é sempre rica. A gente fala tanto de viajar, conhecer novos lugares e novas pessoas, mas às vezes dá pra fazer isso na nossa cidade. Vá a um forró, se você não curte forró, vá a um show de algum cantor desconhecido… Sei lá. É difícil sair dessa zona de conforto, porque dá preguiça, mas a experiencia é tão rica. O mundo tem tanto a nos oferecer, mas a gente insiste em olhar sempre pro mesmo canto.

Eu entendo ter preguiça das pessoas. Eu tenho isso diversas vezes, diversos dias. Mas você sabe que existem pessoas fodas por aí que vão te arrancar uma gargalhada quando você menos esperar, que vão te emocionar, te inspirar, que vão te surpreender de alguma forma. Mas isso só vai acontecer se você estiver aberto pro novo. E o novo é sempre dá frio na barriga.

Por que o conselho “apenas faça o que você ama” pode ser tão ingrato?

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É insensível e talvez até ignorante (no sentido de ignorar) afirmar que nossa geração é mimada, perdida e vive no mundo da ilusão. A verdade é que tem muita gente fazendo e criando muita coisa foda por aí. E digo mais, aqui no Brasil mesmo. Hoje, como eu já falei mil vezes em outros textos, temos a Internet, essa maravilhosa rede que nos conecta com qualquer pessoa do mundo. E hoje tudo que a gente precisa pra começar qualquer coisa é de uma rede wifi e uma ideia.

Vou dar alguns exemplos próximos de mim, de pessoas que eu conheço e abriram seus negócios não para apenas ganhar dinheiro, mas por acreditarem em uma ideia. Nem sempre esse seu negócio vai trazer dinheiro de imediato ou sucesso instantâneo, mas vai trazer motivação pra continuar criando e existindo e não sofrendo para chegar logo o fim de semana. Minha melhor amiga é urbanista e criou junto com outras amigas um coletivo chamado MOB, Movimente e Ocupe seu Bairro, e a ideia é deixar os espaços mais agradáveis para se habitar.

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10 coisas pra fazer em setembro

Setembro começou e com isso vem aquela sensação de que mais da metade do ano já foi. Em setembro eu sempre acordo meio atordoada sem saber se vou conseguir terminar tudo que eu tinha planejado pro meu ano, começo a me questionar sobre a vida, sobre o que eu quero. Acho que setembro sempre foi um mês fechado para balanço. Por isso, separei uma listinhas de coisas pra fazer durante o mês e não deixar ele passar morbidamente.

  • Happiness Jar

O Happiness Jar é um projeto criado pela Elizabeth Gilbert, autora do Comer, Rezar e Amar pra mostrar que sempre existe felicidade, até mesmo nos piores dias. A ideia é anotar em um papelzinho coisas que te fizeram feliz no dia, desde o detalhe mais bobo até algo grandioso, e colocar dentro de uma jarra de vidro. Assim, você passa a se lembrar mais das partes boas do seu dia e quando estiver triste pode abrir o pode e mergulhar na sua própria felicidade. Parece que não funciona, mas se você fizer como um exercício diário, você vai ver como faz diferença. Você vai pensar mais em coisas boas, vai se forçar a fazer mais do que te faz feliz e começar a ser grato pelo que tem. A mágica acontece em poucos dias quando você fica em paz com sua rotina.

  • Teste do arroz

Esse teste do arroz já é famoso pela Internet, mas eu passei a olhar a vida de outra forma depois que eu vi que deu certo. Não sei se existe alguma explicação científica, mas já que não faz mal a ninguém lidar com a vida de uma forma mais positiva, acho que não é um problema. O teste é o seguinte: você separa uma porção de arroz pronto em dois potes: um do amor e outro do ódio. Pode usar o restinho do arroz que ficou na panela. Todos os dias você deve falar palavras de amor para o pote do amor e palavras de ódio para o pote do ódio. Pode xingar, descarregar sua raiva toda no do ódio e no do amor pode despejar toda sua vibe do bem. No final de algumas semanas você vai ver que o pote do ódio estará todo cheio de fungos, preto e estragado, já o do amor estará limpinho.

  • Comprar uma planta para cuidar

Eu sei, essa lista de setembro parece papo de hippie, mas a gente se enrola em tanta bobagem no dia a dia que às vezes é bom parar pra se observar e se ouvir.

Ter um ser vivo que dependa de você pra existir é um dos maiores aprendizados da vida. Se você, assim como eu, não pode ter um bichinho de estimação, compre uma planta. Converse com ela, regue, entenda o tempo dela para crescer,  murchar e viver. Um dos maiores ensinamentos de uma planta é sobre o tempo. A gente não compreende o tempo das coisas, dos processos. Todos os seres vivos têm seus ciclos que demandam tempo e tudo na vida é assim. Você já viu o tempo de demora pra uma semente crescer? Você vai se lembrar disso quando olhar pra sua plantinha crescendo calmamente enquanto estiver afobado, pulando etapas dos processos naturais da vida.

  • Fazer as pazes com alguém e tirar aquele ressentimento ruim

Essa é uma das mais difíceis de fazer, mas vale a pena. É claro que alguns ressentimentos ficaram tão pra trás que nem machucam mais, mas outros pedem compreensão ou quem sabe só um esclarecimento. Todo mundo já se desentendeu com alguém e deixou pra lá, mas não perdoou, não esqueceu. A dica é escrever uma carta dando um ponto final nessa história, sem esperar que o outro te responda no mesmo tom. Perdoar é um gesto egoísta que causa um bem danado ao outro. É que, no fundo, perdoar causa um efeito muito melhor em quem perdoa do que quem é perdoado.

  • Transformar um dia de semana em um dia especial

Como terça-feira pode ser um dia tão cretino? Segunda-feira ainda tem aquele ar de recomeço, mas terça-feira é cruel. Cada um tem seu dia cretino da semana e por isso a ideia é transformá-lo em um dia especial. Vale pedir pizza, comprar vinho, ir ao cinema sozinho, ir a uma exposição, marcar alguma coisa com os amigos….Qualquer coisa que faça esse dia parecer mais legal do que ele é!

  • Andar na rua sem rumo

Todo mundo já leu essa dica em algum lugar, mas eu fiz isso em um dia de folga e o resultado foi incrível. Não aconteceu nada de especial, mas senti que o dia foi produtivo. Fui entrando em todos os lugares que eu nunca tinha entrado, passei a observar as pessoas e detalhes dos lugares. Quanto mais eu me deixo livre, mas conectada eu me sinto com o mundo e percebo que a nossa forma de olhar o mundo é o que determina o mundo.

  • Rever as resoluções de ano novo (ainda dá tempo!)

Minha resolução deste ano é escrever um livro e mais algumas outras coisas que estão na metade do caminho. O livro ainda nem comecei e cada dia que passa eu fico mais desesperada. A famosa procrastinação é a única coisa que mata os nossos sonhos. Sério, vamos começar e terminar as resoluções de ano novo neste mês? A gente se ajuda.

  • Sair pra dançar sem se preocupar com nada

Quem não gosta de dançar pode sair pra praticar um esporte. O importante é se movimentar e gerar endorfina sem se preocupar com mais nada. Deixa o seu corpo te guiar.

  • Finalmente dar check na sua lista de coisas chatas pra fazer

Chato, chato, chato, maaaas, todo mundo tem uma lista de coisas insuportáveis e burocráticas pra fazer. Dê check em toda essa lista neste mês sem reclamar. Você vai ver que a pior parte é pensar na lista, fazer nem é tão mal. Leve um livro ou uma história em quadrinhos se tiver que encarar filas. Vai lá e faz, vai lá e começa, vai lá e termina.

  • Turistar na sua própria cidade e ir a algum lugar que você nunca foi

Nem precisa se angustiar porque eu tenho certeza que existem vários lugares que você nunca conheceu. Procure em dicas de blogs, sites de viagens ou pergunte para pessoas diferentes. Quem sabe você não descobre um lugar novo por si só e acaba fazendo um guia da cidade? Taí, gostei.

Com todas essas metas divertidas e fáceis de fazer, setembro vai deixar de ser um mês de questionamentos e vai passar a ser um mês motivação e reencontro com as nossas vontades.

AbeLLha: impacto social com economia colaborativa

De empreendedorismo de palco, ideias inovadoras e livros que ditam o segredo do sucesso nós já estamos cheios. Apesar de a Era Digital ser incrível por conectar pessoas num estalar de cliques, ela também constrói muitas celebridades vazias e nós acabamos consumindo esse tipo de informação.

A parte boa é que existe muita gente criando projetos que realmente fazem a diferença. E o melhor é algumas dessas pessoas estão aqui no Brasil. Pessoas que querem mudar o rumo da história pra melhor, abrindo o caminho para a economia colaborativa, que eu já tanto falei aqui.

Você já ouviu falar da AbeLLha? E do aplicativo GoodPeople? Então hoje eu vou apresentar pra vocês essas duas empresas, que no final acabam se transformando no Ecossistema Abellha. Calma que eu vou chegar lá!

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Para comer bem em Botafogo

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No final da rua Álvares Ramos (a rua do Bukowski), ali em Botafogo, tem um bistrô francês tão charmoso quanto o bairro. Marc e Greg são francêses e abriram o La Villa, para nossa felicidade, há uns dois anos e têm recebido cada vez mais clientes. Eu fico pensando quantos lugares eu ainda tenho que explorar no Rio, porque cada dia descubro uma coisa nova.

O restaurante é uma mistura de Paris com Rio de Janeiro. Tem o requinte francês e o despojado carioca tudo no mesmo lugar. Você se sente à vontade assim que chega lá. Não tem aquele ar de bistrô chique que tem que falar baixinho, até porque o Marc já chega te cumprimentando e fazendo você se sentir em casa. Acho que aconchegante é a palavra certa pro lugar.

Conversei com o Marc um tempão e vi que ele faz questão de verificar se estão todos bem e gostando da comida. Ele é meio francês e meio italiano, então disse que se adaptou fácil à dinâmica do Brasil. Não gosta de se chamado de chefe, porque é uma palavra muito requintada, mas ama cozinhar e fazer pratos novos. Sua arte é a comida e nisso ele manda muito bem. Parece clichê, mas o melhor tempero é a comida que é feita com prazer.

Além de Greg e Marc, a cozinha do La Villa conta com a mão de um brasileiro talentosíssimo e uma confeiteira maravilhosa. Para decidir os pratos do Menu, todos fazem um brainstorm até chegarem a um acordo. O legal é que todos trabalham em equipe e nenhum prato chega até o cliente sem que todos os funcionários tenham provado. Se a maioria aprovar, aí sim ele vai pro cardápio.

Eu amo experimentar comidas com sabores diferentes do que eu estou acostumada, então, para mim, foi o melhor dos mundos. Se você também curte novos sabores, você pode aproveitar as noites quentes no Rio e ir jantar lá.  O legal é sair um pouquinho da rotina e experimentar alguma coisa nova.

 

Pra sempre quatro

Toda vez que eu olho essa foto eu penso no quão sortuda eu sou por ter conhecido as mulheres que eu mais admiro no mundo aos 7 anos de idade. E olhando para essa foto eu me orgulho muito, porque a gente se transformou naquilo que queríamos ser. Mesmo não tendo atingido todos os objetivos ainda, nós somos, integralmente, as pessoas que batalhamos para ser. E conseguimos isso juntas. Passamos por todas as fases da vida do lado uma da outra, conhecemos o final e o início de cada uma.

A gente viveu a história uma do outra. Minha infância foi na casa de vocês e a nossas famílias eram quatro. O problema de uma era das outras também. As nossas mães eram mães de todas. Todas nos educaram juntas.  E não tem como desmentir que nossas personalidades foram construídas e moldadas juntas. E o que eu acho mais louco é que somos quatro pessoas complemente diferentes. Sempre fomos. Mesmo vivendo grudadas, cada uma sempre teve sua opinião, sua visão de mundo, seu jeitinho independente.  E cada uma respeitava esse espaço da outra. Nossa amizade sempre teve a troca como base.

Eu lembro da gente com uns 14 anos andando pelas ruas do Rio e as pessoas paravam e falavam que era incrível ver um grupo de amigas com estilos diferentes. E a gente amava e se orgulhava disso. A gente é um conjunto de ideias e quem nos conhece sabe o quanto de cada uma tem na outra. Pode ser o jeito de falar, de gesticular, de reclamar. Eu carrego vocês o dia inteiro comigo nas coisas que eu faço, nas coisas que eu penso e falo. Quando me perguntam sobre vocês, eu falo como se estivesse falando de mim.

Se me dessem um milhão de reais, hoje, para investir em alguém, eu investiria em vocês, porque sei que tudo que vocês colocam a mão na massa vira diamante. E como é incrível saber, do fundo do coração, que eu sou a melhor amiga das pessoas mais íntegras e fodas, inteligentes e sagazes que eu já conheci.

A gente morria de medo de se separar e agora cada uma está em um canto do mundo, correndo atrás do que acredita. As pessoas nos acham corajosas por cada uma ter saído da sua cidade, por tentar criar do zero, por tentar mudar o mundo. Mas elas não sabem que a gente só tem essa coragem toda porque temos uma a outra. A gente se deve essa, a gente se prometeu isso. Mesmo percorrendo caminhos tão diferentes e independentes, mesmo que nossa amizade seja só um dos aspectos da vida, é ela que dá sentido para todo o resto.

Por que as blogueiras fitness não nos motivam a malhar?

Todos os dias que eu procuro fotos novas pro De Repente dá Certo naquele Explore do Instagram,  sou surpreendida pela quantidade de fotos de mulheres gostosas e gatas que aparecem ali nas caixinhas. Na maioria das vezes, são blogueiras que se intitulam blogueiras fitness. Outras vezes nem são blogueiras, são só as conhecidas como “famosinhas de instagram”.

Eu me incomodo um pouco com o fato de darmos tanto poder de influência para pessoas que não têm muito o que dizer ou dizem coisas que eu considero meio destrutivas da auto estima. Quando eu digo isso, não estou falando de pessoas que simplesmente postam fotos de si mesmas. Instagram taí pra todo mundo postar o que quiser e se exibir sem medo. Eu to falando de gente que realmente tem o poder de influenciar seus seguidores dando conselhos estéticos bizarros ou propondo um modo de existir completamente banal. E tem muita gente com o selo fitness que quer causar mais inveja do que inspiração nas pessoas.

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