O Elemento – O encontro de quem você é com o que você ama fazer

Ilustração por Kozy and Dan.

“Nós não saberemos quem podemos ser até que saibamos o que somos capazes de fazer.”

Você já se sentiu como se não possuísse nenhum talento? Como se não soubesse fazer nada muito bem? Ou como se todas as coisas boas sobre você não fossem aplicáveis à alguma carreira? Você já se sentiu assim, desse jeito que a youtuber Jout Jout explica tão bem? Como consequência, ao se ver sem talentos, você já se sentiu sem um caminho a seguir?

Ken Robinson descreve no seu livro ‘The Element: How Finding Your Passion Changes Everthing‘ o que todos nós procuramos e às vezes passamos anos tentando encontrar. Ele consegue decifrar e conceituar o que já conheciamos: o sentimento único de fazer o que se gosta. Não em termos de carreira ou trabalho remunerado, mas aquilo que faz parte de nós numa dimensão muito maior. Aquilo que enquanto executamos nos dá energia, e não tira. Algo que enquanto realizamos, deixamos de ver o tempo passar, sabemos que foi um tempo que valeu a pena. E não é isso um certo tipo de felicidade?


Sobre o Elemento

Robinson define esse sentimento como sendo, na verdade, um estado, um momento, com hora e lugar e instrumento. Uma vida inteira desses momentos seria o nosso Elemento “o encontro entre a aptidão natural e o forte entusiasmo” por certa atividade, em outras palavras, a paixão pelo que se faz somado ao talento que se tem. Apesar de todos os conceitos serem apresentados claramente, ele usa outra técnica ainda mais eficiente para nos fazer entender e que seria o Elemento: narrativas. Pessoas reais e as incríveis histórias de suas vidas são usadas para exemplificar e ilustrar o conceito.

“O que existe em comum [na vida dessas pessoas] é que elas estão fazendo o que amam, e ao fazer isso elas sentem-se como a versão mais autêntica de si mesmas. Elas sentem o tempo passar em um ritmo diferente, e sentem-se mais vivas, mais centradas e mais vibrantes do que em qualquer outro momento.

Estar no seu Elemento as leva a experienciar o tempo para além das sensações ordinárias de satisfação e felicidade. […] Quando as pessoas estão nos seus Elementos, elas se conectam com algo fundamental ao seu senso de identidade, propósito, e bem-estar. Estar lá provém um senso de auto-revelação, de definir quem elas são de verdade e o que elas realmente deveriam estar fazendo com sua vida. É por isso que muitas pessoas nesse livro descrevem encontrar seu Elemento como uma epifania.”

Como um sonho dormente que encontramos parece que sem querer.

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Os perigos de se criar computadores muito mais inteligentes do que nós

Estamos cercados de sistemas de inteligência artificial (I.A.). Eles aprovam ou declinam nossas compras com cartões de crédito, decidem o preço das nossas passagens aéreas, escolhem a melhor rota até nosso destino, e, por enquanto, são totalmente inofensivos.

Até agora, o sistema de busca do Google é a inteligência artificial mais complexa que existe. Assim como o Google, todas as I.A. que conhecemos hoje são inteligências artificiais “estreitas”, algoritmos extremamente eficazes em apenas uma ou um pequeno número de funções mas ainda são muito limitadas para aprender assuntos novos. Em suas funções específicas, essas máquinas já ultrapassaram o nível humano de inteligência imensamente. São ferramentas, e não agentes. E nós já somos dependentes delas para manter funcionando diversos sistemas essenciais para o fluxo do mundo.

Em abril de 2000, um artigo da revista Wired foi certeiro em descrever o que na época parecia distante e futurista, mas que agora, apenas 15 anos depois, já está bem próximo da realidade:

“As pessoas vão deixar máquinas tomarem cada vez mais decisões por eles, simplesmente porque as decisões feitas pelas máquinas trarão melhores resultados do que aqueles feitas pelas pessoas. Finalmente, um estágio pode ser alcançado em que as decisões necessárias para manter o sistema funcionando serão tão complexas que os seres humanos serão incapazes de fazê-los de forma inteligente. Nessa fase, as máquinas estarão no controle eficaz. As pessoas não vão ser capazes de simplesmente “desligá-las”, porque elas estarão tão dependentes que desligá-las equivaleria ao suicídio.”

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Convite Formal para Todos os Golfinhos que Queiram Entrar na Internet

Texto originalmente publicado na Noosfera, um site incrível com questões inimagináveis e respostas não padrão. 

Não é novidade que nós, seres humanos, costumamos expulsar os outros animais de dentro de nossas imensas colônias. Na maioria dos casos toleramos apenas animais subordinados, que são totalmente dependentes da gente (animais domésticos em geral) ou aqueles que não conseguimos, efetivamente, expulsar (baratas, pombas, ratos).

E conforme as cidades crescem, os bichos vão ficando cada vez mais distantes das pessoas.

Os animais da cidade têm a cor da cidade. Ilustração por Iris Beraud
Os animais da cidade têm a cor da cidade. Ilustração por Iris Beraud

Para deixar esse estado de alienação do mundo natural ainda mais forte, muitas pessoas estão passando bastante tempo em um ambiente populado exclusivamente por humanos: a internet. Nenhuma outra espécie tem voz dentro da rede.

Todo o texto, site, byte que podemos encontrar na internet foi colocado aqui por um ser humano.

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