5 Instagrans que desafiam o senso comum

Hoje é a estreia de uma nova coluna aqui no De Repente dá Certo. Toda semana vamos escolher 5 Instagrans incríveis  e totalmente diferentes daquilo que a gente vê por aí.

É uma ótima oportunidade pra você parar de fuxicar a vida dos outros, porque vamos combinar, ô povinho sem graça. Com esses 5 Instagrans você vai poder se inspirar, pirar, tirar ideias, xingar, se exaltar, amar e compartilhar as imagens no seu próprio perfil pra fingir que você é cool.

Estamos abertos à sugestões, mas, por favor, não me venha com perfil de prima, amiga, celebridade que você ama. Tem que ser um Instagram com imagens surpreendentes. Se souber de algum, manda pro blogderepentedacerto@gmail.com. Confio nos meus leitores <3

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O Mundo Mágico de Oprisco

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Quando eu vi as fotos do Oleg Oprisco pela primeira vez, fiquei em choque. Não sei se pela beleza das cores ou pela melancolia que todos os personagens das fotos carregam. Se você para pra observar, todos os personagens têm o mesmo olhar. Cabe a nós interpretarmos aquilo que eles sentem. Cheguei à conclusão que essa visão varia de acordo com nossos próprios sentimentos. Às vezes pode ser saudade, tristeza, angustia, esperança, superação… Já olhei pra cada uma dessas fotos com uma percepção diferente.

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WELCOME TO DISMALAND

A Disney ficou até sem graça depois da Dismaland, uma exposição do Bansky, de pirar o cabeção! As obras ficam dentro de um parque com o tema voltado pra distopia.

Dentro das muralhas de um resort de natação abandonado à beira-mar em Weston-super-Mare, no Reino Unido, o misterioso Bansky resolveu fazer uma experiência diferente pra mostrar alguns dos seus trabalhos. Como sempre, ele satiriza os lugares-comuns da nossa sociedade, como a Disney e provoca uma sensação de estranhamento e identificação com o público. O lugar é meio macabro e, algumas obras surreais, parecem estar no seu perfeito lugar nesse mundo que ele criou dentro do parque. Nós, telespectadores, temos a sorte de poder passear por esse universo e nos encantar, de uma maneira esquisita, por essa arte que aponta o dedo na nossa cara por sermos quem somos.

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Considerações sobre Fumaça e Musgo

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QUANDO ESPORTE E CINEMA SE MISTURAM

A Internet é um mundo mágico onde você vai abrindo portas que se abrem pra outras portas. Tipo uma cebola que tem várias camadas e você vai descascando e encontrando cada vez mais. Eu já descobri tanta coisa incrível pela internet e pelas dicas de amigos em mídias sociais que me recuso a falar mal de qualquer uma dessas tecnologias. Passeando por aí em algum desses sites, fui clicando em nomes de páginas que eu me interessavam e de repente cliquei num vídeo que me levou ao AFTERGLOW!

Eu não sou muito ligada a esportes, mas esportes radicais deixam qualquer pessoa sem piscar por um tempo, esperando aquela manobra se completar. Quando começou um vídeo de ski, à noite, cheio de luzes coloridas, com uma galera esquiando numa montanha de neve gigante, pensei que eu tinha que parar pra ver. Por 3 minutos e 19 segundos, fiquei totalmente hipnotizada com o vídeo. Depois fui descobrir que o que eu estava assistindo era só o teaser do filme, que tem 12 minutos de duração ao total. Pra ser sincera, preferi o teaser, mas vale a pena assistir ao curta todo.

O curta foi produzido pela  Sweetgrass Productions em parceria com a Philips TV, Atomic Skis e  Ahlstrand & Wållgren e dirigido por Nick Waggoner e Mike Brown.

Pode clicar nesses nomes sublinhados que você vai perder uma tarde ou uma noite inteira descobrindo as coisas maravilhosas já feitas por essa galera. Vai por mim, a Internet é esse mundo maravilho, você só precisa descobrir onde procurar!

Bom, chega de papo e assista ao teaser incrível sobre ski de uma forma que você nunca viu antes:

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AFTERGLOW – Lightsuit Segment from Sweetgrass Productions on Vimeo.

Aqui vai o filme todo, de 12 minutos! Bem reflexivo, com imagens lindas, trilha sonora incrível (já baixei toda), e com o texto maravilhoso também, pena que não tem legenda.

[vimeo 108679594 w=500 h=281]

AFTERGLOW – Full Film by Sweetgrass Productions from Sweetgrass Productions on Vimeo.

Carta para Kandisnky

Olá, Wassily Kandinsky.

Você não sabe quem eu sou e provavelmente nunca vamos nos conhecer. Mas, como a arte faz a gente pensar coisas inimagináveis, resolvi escrever esta carta. Hoje eu fui à uma exposição sua que está rolando no CCBB do Rio de Janeiro. A abertura foi ontem, dia 28, e vai durar até 30 de março. Essa exposição já passou por Brasília, depois vai para Belo Horizonte e São Paulo. É a primeira vez que suas obras saem da Europa e vêm para o Brasil. As peças que estão na exposição são do acervo de vários museus e coleções particulares. Eu vi quadros seus, objetos, fotos e algumas coisas que você escreveu. Você, além de pintar, tinha o dom da palavra. Escreveu livros e descrevia a arte da forma que eu vejo, como algo mágico. Além das suas obras, vi quadros de outros artistas, como da sua ex-mulher, Gabriele Münter. Achei ela incrível! Confesso que não conhecia o trabalho dela, mas me surpreendi quando descobri que ela era sua aluna e de repente vocês se viram tomados pelo amor. Também vi obras de Alexej Von Jawlensky , Mikhail Larionov, Pavel Filonov, Nikolai Kulbin e Aristarkh Lentulov. Alguns deles eram seus colegas de arte, não é? Resolveram juntar todo mundo na exposição para mostrar um pouco sobre a arte moderna e contemporânea.

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CARTA PARA PICASSO

Olá, Pablo Picasso.

Ontem eu fui na montagem da sua exposiçã no CCBB, aqui no Rio de Janeiro. Não sei se você já teve chance de conhecer essa cidade, mas ela é linda. Acho que você teria se inspirado bastante aqui. Eu me inspiro, pelo menos. Sua exposição se chama Picasso e a Modernidade Espanhola e a abertura vai ser amanhã, dia 23 de junho e vai durar até 7 de setembro. São 45 quadros seus, entre desenhos e esboços e mais 45 de outros artistas tão incríveis quanto você, afinal todos eles tiveram influência sua. Salvador Dalí, Joan Miró, Óscar Domínguez, Antoni Tàpies e Juan Gris, são alguns exemplos.

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“Mulheres que Sonhamos” – A arte da beleza natural

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Fazer um ensaio sensual com mulheres não é algo fácil. É preciso saber qual é o ponto de partida e o ponto final  de cada uma delas. Mas para descobrir isso é preciso entender o meio do caminho. Ao mesmo tempo que fotografar mulheres é algo gratificante, também é um processo que precisa ser estudado com cautela, com o olhar de quem enxerga além de apenas corpos femininos. Nós, mulheres, temos nossa vaidade, nossos hormônios chatos e nossa auto-estima que parece sempre abalável e a vontade constante de nos sentirmos bonitas. É complicado retratar tamanha inconstância.

Em uma época como a nossa, em que estamos rediscutindo os padrões de beleza e insistindo na ideia de que a beleza não deve ser imposta, um projeto sensível como o do fotógrafo Bruno Brin tem um peso enorme e deve ser admirado com cautela. O projeto “Mulheres que Sonhamos” reúne fotos de várias mulheres diferentes em situações simples do dia a dia, mas sempre traduzido por um olhar artístico. Como se existisse arte e beleza em cada movimento dessas mulheres e como se houvesse mágica espalhada pelo ambiente onde as fotos foram feitas. As mulheres que participaram do ensaio não recebem nenhuma edição ou retoque no photoshop, pois o Bruno pretende mostrar o valor da mulher ao natural e como a beleza pode ser vista de vários pontos de vista.

Caroluciana

Ele investe em jogos de luz, movimento e espontaneidade para que sua câmera funcione quase como um buraco da fechadura, para que a gente possa enxergar o mundo simples, pessoal e incrível dessas mulheres sem objetificá-las. É muito difícil retratar o lado sexy das mulheres sem cair na banalidade vulgar, mas Bruno mostra através de suas fotos que esse lado sensual feminino fica muito mais evidente quando é tratado de forma natural e não por exigência social ou até delas mesmas.

O ponto principal do trabalho de Bruno é que ele se deixa ausentar nas imagens para colocar as mulheres no foco, como os personagens mais importantes naquele cenário. Ele toma cuidado para mostrar exatamente como cada mulher fotografada é de verdade. É por isso que cada ensaio desse projeto te surpreende cada vez mais, pois todos contam uma história diferente. Todos têm vida própria, pois são aquelas mulheres contando em imagens estáticas sobre a vida delas. Geralmente, em um ensaio sensual fica muito mais visível aquilo que o fotógrafo quer passar, pois ele dirige as modelos, escolhe a luz, as posições, as locações. No caso do Bruno foi diferente. Ele quis deixar que as mulheres falassem por elas.

Eu posso afirmar isso com um olhar de quem teve o privilégio de ser uma das “Mulheres que Sonhamos”. No meio do processo, nem lembrava mais que eu estava fazendo um ensaio sensual. Eu só estava em casa, conversando com um cara gente boa que tirava umas fotos minhas enquanto eu ia contando casos da minha vida fazendo umas poses engraçadas. No final, o resultado foi uma série de fotos que eu amei e que diziam muito mais sobre mim do que eu poderia imaginar. Fiquei muito satisfeita ao perceber aquilo que todos os dias eu preciso reforçar para mim mesma quando eu me olho no espelho: minha beleza natural tem mais valor e é muito mais bonita porque é quem eu sou de verdade. Acho que a ideia do projeto é reforçar essa percepção em todas as mulheres. Ou melhor, em todo mundo.

S.Marx

C.Huber

 

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Vermelho Frida

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Um pensamento solto sobre as cores no acidente da Frida e as cores da vida dela.

Depois que eu li sobre o acidente da Frida, no bonde, eu fiquei com um pensamento zunindo na minha cabeça. Na descrição da cena fala que a Frida ficou coberta por duas cores: vermelho, do seu sangue, e dourado, que era alguma tinta que estava sendo carregada por um pintor dentro do bonde.
Para mim, o curioso é que só partir do acidente que  ela começa realmente a pintar seu quadros mais famosos. Ela fica imobilizada por muito tempo, pois fraturou quase todas as partes do corpo. Fica presa na sua cama, tendo que criar um novo mundo dentro do seu próprio quarto. Sua mãe, então, entrega a ela pincéis e telas de pintura para que ela possa passar o tempo com alguma atividade que não a prejudique fisicamente. E seu pai tem a ideia de colocar um espelho no teto do quarto para que ela possa se ver. Então ela começa a pintar exatamente isso. Ela mesma. Pinta vários auto-retratos, que são uma das características mais marcates de suas obras. Ela falava que as palavras não conseguiriam nunca descrever sua dor e que ninguém nunca poderia entender, e é por isso que ela pinta. Pois foi a única forma que ela encontrou para expressar realmente o que sente.
Mas enfim, quero dizer que é engraçado porque justamente nesse acidente, as cores predominantes são o vermelho e o dourado. É como se a Frida fosse a tela dessa vez. Como se a vida escolhesse as cores e a pintasse naquele momento. Impostando de alguma forma a arte. Exatamente como eram seus quadros. Ela na tela e a vida dela sendo passada pela pintura. A vida como ela vê. E ela via tudo de uma forma muito diferente de todas as pessoas. Não só por tudo que passou, mas simplesmente por ser uma artista que via através de tudo. Olhava para um objeto, olhava a natureza e realmente os enxergava. Via o que ninguém mais vê.
E não que ela tenha realmente usado a cor dourada em suas pinturas, mas essa cor, pra mim, representa a luz e principalmente a força que a Frida tinha. O vermelho, como ela mesma descreve, é a cor da vida e da morte. E ela esteve entre esses dois mundos muitas vezes. O que me instiga é o fato de serem cores muito fortes e principalmente de serem cores. Elementos principais das suas obras. Não eram tintas propriamente ditas, mas eram como se fossem tintas ali. E logo depois desse episódio ela começa a pintar. Frida era uma artista muito antes de começar a pintar. Mas eu só acho esse fato curioso. O fato das cores estarem sempre presentes na vida dela. Como se fosse algo que estivesse impregnado. Ou como se fosse o começo de uma fase da vida, marcada sempre por cores fortes. Cores que a representam. Frida Kahlo Cores.

A arte em mim

Encontrei com deus quando um holofote de teatro me cegou no palco. Ele me falou o que eu já sabia: não era pra acreditar nele, pois ele não existia. Mas me falou também que eu mesma não existia. Descobri enfim que esse encontro não tinha sido com deus, mas comigo mesma, com meu abismo. E só restou ali, naquele momento, a arte da minha representação. Eu estudo teatro para encontrar sentido na minha representação na vida. Queria encontrar um deus pra poder acreditar, mas acabei me encontrando. Eu era o deus que eu procurava. Acreditei na arte.