É preciso estar aberto para as oportunidades

Quarta-feira foi a abertura da ArtRio, uma feira de arte contemporânea que acontece todo ano no Rio e, por causa disso, o Consulado da França resolveu fazer uma festinha/coquetel no hotel Caesar Park, que fica na Vieira Souto em Ipanema, ou seja, bem de frente pra praia, no rooftop. Essa festinha era pra homenagear o artista Claude Viallat, por isso, era também uma super exposição com obras dele.

Eu nunca sou convidada pra esse tipo de evento, mas escrever sobre arte e cidades no blog tem me aberto um mundo novo e eu nunca conheci tanta gente diferente de mim em tão pouco tempo. A maioria da galera saiu da abertura da ArtRio e foi direto pro lá.

A festa estava cheia de gente chique, elegante, entendedores e admiradores de arte. Era óbvio que eu, de calça jeans e bota, não fazia parte daquele ambiente de terno, salto fino e vestido, mas nada que um vinho branco e umas caipirinhas não tenham resolvido. Tinha um buffet incrível, só com comida maravilhosa tipo salmão e camarão. Eu nem saberia descrever os pratos, de tão elaborados que eram. Tinha um mesa de doces do estilo que eu nunca vi antes, só coisa realmente muito fina.

Em pouco tempo eu já estava dançando e conversando com as pessoas. Essa é a mágica que acontece quando as pessoas bebem e a aumentam o volume da música. Todo mundo se sente mais confortável, né? Até que eu comecei a conversar com a mulher mais estilosa da festa. Cabelão cacheado, jaqueta com estampa de um grafiteiro (que ela não lembra o nome) e um coturno com salto giga. Ela, com o maior sorrisão, foi toda simpática e começamos a conversar sei lá sobre o quê. Tem gente que passa empatia de imediato. Sabe quando bate? Você só quer continuar ali conversando com a pessoa, tentando entender mais sobre ela.

Elsaine era uma mulher independente, divertida, mente aberta e que adora Louis Vitton. Quando ela me falou isso, eu não imaginava que ela era a maior compradora de Louis Vitton do Rio (foi mal galera, não consigo evitar de dar um Google em toda pessoa nova que eu conheço). É claro que essa é uma realidade completamente diferente da minha, já que eu só tenho uma bolsa que comprei na forever 21 e uma mochila que já está caindo aos pedaços. Eu não ligo mesmo pra sapato e bolsa. Mas a Elsaine, em vez de ser aquelas pessoas esnobes, tinha uma energia incrível e boas histórias. Combinamos de ir na ArtRio, inclusive ela me deu o ingresso vip dela quando eu falei que queria escrever sobre a feira aqui no blog. Quase morri de amor. Falou que eu tinha que conhecer o Beto, que faz parte da organização e é um adorador de arte. A troca com as pessoas existe em tantos, mas tantos níveis que a gente nem imagina. Conhecer alguém novo, em qualquer situação que seja é sempre especial se a gente estiver aberto. Como eu já falei aqui mil vezes, se conectar com pessoas é o nosso maior trunfo.

Conversei com mais mil pessoas, tirei foto com a Vanessa da Mata, descobri que o Caesar Park vai deixar o rooftop aberto ao público no verão. Isso mesmo. De graça, e a gente paga apenas o que for consumir lá em cima. E de repente eu não me senti mais totalmente desconfortável naquele ambiente cheio de pessoas ricas e famosas e colecionadores de arte.

Quanto mais eu me desafio a sair da minha bolha, dos lugares que eu vou sempre e daquilo que eu chamo de realidade, eu me surpreendo. É claro que o blog tem me ajudado a ir a lugares que eu nunca iria, mas de vez em quando eu me proponho fazer alguma coisa totalmente diferente e a experiência é sempre rica. A gente fala tanto de viajar, conhecer novos lugares e novas pessoas, mas às vezes dá pra fazer isso na nossa cidade. Vá a um forró, se você não curte forró, vá a um show de algum cantor desconhecido… Sei lá. É difícil sair dessa zona de conforto, porque dá preguiça, mas a experiencia é tão rica. O mundo tem tanto a nos oferecer, mas a gente insiste em olhar sempre pro mesmo canto.

Eu entendo ter preguiça das pessoas. Eu tenho isso diversas vezes, diversos dias. Mas você sabe que existem pessoas fodas por aí que vão te arrancar uma gargalhada quando você menos esperar, que vão te emocionar, te inspirar, que vão te surpreender de alguma forma. Mas isso só vai acontecer se você estiver aberto pro novo. E o novo é sempre dá frio na barriga.

Eu sou os anos 90

Eu sou os anos 90. Sou uma geração inteira de privilégios. Os anos 60 e 70 trabalharam muito, desde os 18 anos, ganharam dinheiro e em mim viram um investimento. Eu era o futuro. Gastaram com cursinho de inglês, aulas de balé e judô, colégio particular.

Aliás o que é bem irônico, gastar rios de dinheiro com colégio particular para eu conseguir entrar numa universidade federal.

Fui mimado, as gerações anteriores me disseram que poderia ter tudo que quisesse. Cresci e sempre acreditei nesse mar de oportunidades, afinal com 12 anos já possuía um currículo impressionante com o tanto de atividades extracurriculares que fazia. Tive uma criação conservadora, julgava as garotas que faziam sexo no colégio, fui machista durante um bom tempo.

Acreditei tanto que idealizei muito e fiz pouco, achei que ia ter emprego de sobra, como na épocas passadas e que conseguiria tudo que sonhei simplesmente porque mereço. O problema é que o país entrou em crise: política, econômica, social. Me formei na faculdade. Todos os coleguinhas se formaram também. Quase ninguém conseguiu emprego.

Aliás nem todos que fazem parte de mim estão nessa fase, o que é até pior. Tem gente que achou o amor da vida, conseguiu emprego, tem filho já. Mas a maioria dos meus participantes fica em casa vendo netflix e mandando currículo na internet. Ficamos invejando essa minoria que, nas redes sociais, parece viver o sonho enquanto estou aqui me sentindo meio lixo. Problema é que assim como no meu perfil do facebook, o deles também deve estar bem maquiado.

Me sinto mal de ter sido um investimento ruim.

Quero um amor pra vida toda, mas não acredito nele de verdade. Tem muito homem e mulher por ai… Aliás, esqueci de avisar, entrei na faculdade e comecei a ser menos machista e conservador. Pelo menos uma coisa que estou melhorando! Experimentei muita coisa. Não quero mais definir gênero ou sexualidade, sou mais aberto hoje em dia. Me revolto com o país, reclamo horrores, falo de corrupção, mas furo fila para entrar mais rápido na balada.

Digo que todo mundo é superficial e ninguém se relaciona bem, mas sou inseguro e sempre espero os outros correram atrás de mim. Sou especial, incrível, qualquer um teria sorte de me ter. Não é engraçado que sendo tão bom assim, continuo sem ninguém?

Sou nervoso, tenho ansiedade, mas escuto todos os dias os anos 60, 70 e 80 falando que isso é frescura da minha geração. Que sou muito sensível, que pra mim tudo é “ismo”, machismo, racismo… recebo perguntas diárias sobre o que faço, se tenho um(a) namoradinho (a), se arranjei emprego, porque na época deles eles já eram casados e bem sucedidos. Porém acho que amo mais, aceito mais, acredito que todos deveriam ter os mesmos direitos. Sou bem mais inclusivo que as gerações anteriores.

Me junto com os amigos na mesa do bar e reclamamos juntos das nossas desgraças. Compartilhamos memes sobre como a gente só se ferra e seguimos a noite, nos sentimos invencíveis e pequenos ao mesmo tempo.

Descobri recentemente que não sou imortal, as pessoas morrem o tempo todo, até as que fazem parte de mim, os anos 90. A vida é curta, reclamo, mas gosto tanto dela, meu maior medo é o de não viver.

Um dia me falaram “o que é um ano da sua vida fazendo o que você não gosta, comparado aos 80 que você provavelmente vai ter?”, respondi que até onde sei posso morrer amanhã. Foi a única coisa que realmente aprendi dessa vida, que preciso ir atrás do que amo, dos meus sonhos, viver o hoje.

Me fizeram um investimento, viram mais em mim do do que realmente era. Mas sou uma voz, uma geração.

Somos todos anos 90 e queremos ser muito mais do que o agora.

Como sensualizar mais na vida

Talvez esse não seja um passo-a-passo para o sensual seduction, até porque eu jamais me consideraria especialista nisso, né zênti. Também não acredito que existe uma fórmula pra ser mais sexy e de repente quanto mais você tentar ser, menos será.

Porém, sempre tenho algumas percepções avulsas nessa vida que podem ser úteis e fazer sentido em algum momento, seja pra mim, pra você ou praquela irmã da amiga da sua vizinha. Então se eu fosse você não fecharia essa janela. Pelo menos não agora.

Esses dias eu me sujeitei a novas experiências e fui fazer uma aula de pole-dance. Se foi por vontadinha de achar minha sensualidade interior, pra pesquisar conteúdo pro blog, ou se foi apenas por mera curiosidade – HÁ, você nunca saberá. Entrei na sala, fiquei semi-pelada e observei as coleguinhas. Aparentemente, por mais esforço físico e dor que elas pareciam estar passando, existia sim uma atmosfera de sexapiu por metro quadrado alí. Ninguém pode negar.

A professora começou me passando uns exercícios mais leves que fiz com dedicação. Depois aumentou a dificuldade – junto com a minhatensão. Tentava me pendurar naquele pau – se é que posso me referir dessa forma – da maneira mais correta possível, queria fazer tudo bonitinho e não errar nenhum movimento.

Tinha um espelhão na minha frente, então resolvi dar uma olhadinha enquanto reproduzia os passos, assim de canto de olho, sem compromisso. Poderia estar ali uma nova mulher habitando o meu eu, talvez uma Demi Moore da geração Y? Vamos ver.

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Só que o que eu vi, na verdade foi um pouco diferente da foto acima e um pouco mais parecido com isso aqui:

R O B O T  – Sim, eu achei foto de um robô dançando no queijo e não me pergunte como.

O que eu vi no espelho não era nada sexy. Eu tava tensa, inexpressiva, dura & frustrada. A professora que dançava ao meu lado e as outras alunas pareciam muito mais encantadoras – em seus diversos físicos. Comecei a me questionar: o que eu tô fazendo de errado?

Confesso que a aula de pole-dance me trouxe muitos hematomas, mas também alguns insights e o primeiro foi: a sensualidade é uma arte. E assim como qualquer outra arte, além de técnica para executá-la é também de extrema importância uma dose cavalar de feeling. Se não, tudo fica mecânico e robótico mesmo.

Junto com ele, uma pitada de segurança naquilo que se está fazendo é bem-vinda, independente de certos e errados. Percebi que confiar no próprio taco e no próprio corpo é a chave pra começarmos a falar de sensualidade. Quanto mais a gente se soltava e dava impulso pra girar na barra, mais leve nosso corpo ficava e conseguíamos subir mais alto. É preciso se soltar e agir com o coração sem pensar tanto em cada passo dado. Acreditar no que você é e no que faz.

“Se joga”, “vai mesmo”, “sem medo” – foram frases que a professora usou e que funcionaram mais que terapia pra mim. Coragem, por que não? Do que a gente têm tanto medo? Por que as vezes bate tanta insegurança? A gente cai sim: eu caí, outras alunas caíram e até a professora caiu, mas foram poucas as que se incomodaram: a maioria levantou e continuou o que estava fazendo – e isso, melben, é muito sexy.

Depois dessas percepções em fração de segundos, olhei no espelho de novo. Eu ainda tentava fazer os movimentos corretamente, mas dessa vez eu estava me divertindo, confiando em mim e nos meus passos e sem me cobrar tanto pra que saíssem perfeitos. Eu não precisava de um salto 15cm, ou de um bocão vermelho, eu estava descalça, feliz e de boa. Acreditando em mim mesma e sem me levar tão a sério. Difícil? Pode ser. Mas te garanto: nunca me senti tão sensual na vida.

Este texto foi publicado originalmente no site Vamos pra Vênus, nosso parceiro de conteúdo. Isso quer dizer que você vai encontrar alguns textos do De Repente dá Certo lá e outros textos do Vamos pra Vênus aqui!

O triste fim do romantismo

Foto por Roman Filippov
Foto por Roman Filippov

Não sei bem quando, como ou por que ele foi exterminado. Ex-ter-mi-na-do, palavra que por si só tem o poder da sua ação. Não poderia escolher outra, menos forte, para anunciar o iminente fim desse estado de espírito capaz de produzir as mais belas frases de amor, paixão, loucura e tristeza: o romantismo.

Exterminado do jornalismo, das escolas, das amizades e, principalmente, dos relacionamentos amorosos.

Isso mesmo, não somente dos amorosos. Passei a adolescência escrevendo e recebendo cartas das minhas amigas, com declarações de amizade e elogios. Eram muito bem decoradas, com letras em várias cores, adesivos e beijos de batom – tão afetivas! Vocês, que viveram isso, se lembram da sensação? Às vezes chorávamos de emoção.

O jornalismo literário era puro romantismo, até nas tragédias. Bons tempos de Nelson Rodrigues, que não foi meu tempo, mas eu li muito. Certa vez, ele teve que escrever sobre um incêndio. Ninguém se feriu, nada muito relevante aconteceu, seria uma nota qualquer. Porém, estamos falando de um jornalista romântico. Nelson inventou um passarinho, que havia ficado preso e teve um resgate emocionante. Depois, vários leitores escreveram ao jornal para saber mais detalhes do tal passarinho, todos comovidos pela história e apaixonados pelo seu personagem. “Danem-se os fatos.”, às vezes ele dizia e levava a sério – Obrigada!

Quanto ao romantismo nas relações amorosas, também preciso citar Nelson Rodrigues. Ele é o principal responsável pelo meu romantismo. Li suas crônicas durante toda a minha adolescência, além do livro “Não Se Pode Amar E Ser Feliz Ao Mesmo Tempo”, assinado pelo seu heterônimo, a conselheira sentimental Myrna. “Sofrer pela criatura amada – não é um mal, é quase um bem. Você conhece tristezas mais lindas, mais inspiradoras, do que as tristezas do amor?” – é uma das minhas frases preferidas do livro. Pois é, agora calculem o quanto eu sou romântica.

Sobre o romantismo na escola, na minha época o dia dos namorados era um evento. Os meninos, anônimos, deixavam presentes para as suas paqueras (hoje crushs). Eles chegavam mais cedo na sala de aula pra isso, vocês têm noção? Os dias que antecediam eram tensos, as meninas confabulavam nas aulas e no recreio sobre os possíveis admiradores secretos. Chegado o dia, o burburinho era ainda maior. O coração acelerava quando víamos um embrulho em cima da nossa mesa. Depois, todas reunidas, cada uma se gabava do seu presente e palpitava sobre os alheios. Quando me lembrei dessa tradição romântica, fui perguntar à uma amiga da época se as suas irmãs, ambas com 14 anos e que estudam em escolas diferentes, vivenciaram o mesmo. As respostas:

“Não, só se for de fato namoro.”

“Não, eu acho o dia dos namorados uma data ridícula, para a indústria lucrar com o amor. E os meninos que eu conheço pensam isso também.”

Nããããão… Nããããão moçada! Aonde vamos parar sendo assim tão racionais?!!

Com o imediatismo da Internet, acabamos trocando muitas palavras… vazias. Valorizamos mais as nossas próprias cobranças e inseguranças do que o amor que damos e recebemos – como deve ser – gratuitamente. Estamos mais preocupados com o status online do que com o relacionamento propriamente dito.

A ausência dá espaço ao imaginário. Antes da Internet, nós tínhamos tempo de romantizar mentalmente, por dias, meses e anos. Uma troca de olhar e poucas palavras, na padaria ou na locadora de filmes, eram suficientes para semear um romance imaginário de meses. Hoje, não tem locadora de filmes e tem Tinder. Não trocamos olhares, apenas pelo reflexo de nós mesmos na tela do celular, ou na selfie.

Passamos tempo de mais no feed.

Antes da Internet, tinha saudade. Hoje tem Skype, FaceTime, What’s App… Antes tinha carta, a gente escrevia e escolhia as palavras com carinho. Hoje não conseguimos nem enviar um parágrafo por mensagem, cada pequena frase é separada por um send. A saudade alimentava o nosso imaginário, nosso romantismo.

Ah, se essa juventude soubesse do prazer em escolher belas palavras e presenteá-las a quem se ama… E se não forem palavras, que sejam olhares, flores, desenhos…

“Viver é desenhar sem borracha.”, disse Millôr Fernandes. Podemos ficar desenhando cubos ou nos arriscar em traços mais belos, que nem sempre sairão firmes ou corretos. Mas o que é correto tratando-se de algo tão abstrato como a vida? Arrisquemos mais em desenhar com alma.

O que é isso senão o romantismo?

10 coisas pra fazer em setembro

Setembro começou e com isso vem aquela sensação de que mais da metade do ano já foi. Em setembro eu sempre acordo meio atordoada sem saber se vou conseguir terminar tudo que eu tinha planejado pro meu ano, começo a me questionar sobre a vida, sobre o que eu quero. Acho que setembro sempre foi um mês fechado para balanço. Por isso, separei uma listinhas de coisas pra fazer durante o mês e não deixar ele passar morbidamente.

  • Happiness Jar

O Happiness Jar é um projeto criado pela Elizabeth Gilbert, autora do Comer, Rezar e Amar pra mostrar que sempre existe felicidade, até mesmo nos piores dias. A ideia é anotar em um papelzinho coisas que te fizeram feliz no dia, desde o detalhe mais bobo até algo grandioso, e colocar dentro de uma jarra de vidro. Assim, você passa a se lembrar mais das partes boas do seu dia e quando estiver triste pode abrir o pode e mergulhar na sua própria felicidade. Parece que não funciona, mas se você fizer como um exercício diário, você vai ver como faz diferença. Você vai pensar mais em coisas boas, vai se forçar a fazer mais do que te faz feliz e começar a ser grato pelo que tem. A mágica acontece em poucos dias quando você fica em paz com sua rotina.

  • Teste do arroz

Esse teste do arroz já é famoso pela Internet, mas eu passei a olhar a vida de outra forma depois que eu vi que deu certo. Não sei se existe alguma explicação científica, mas já que não faz mal a ninguém lidar com a vida de uma forma mais positiva, acho que não é um problema. O teste é o seguinte: você separa uma porção de arroz pronto em dois potes: um do amor e outro do ódio. Pode usar o restinho do arroz que ficou na panela. Todos os dias você deve falar palavras de amor para o pote do amor e palavras de ódio para o pote do ódio. Pode xingar, descarregar sua raiva toda no do ódio e no do amor pode despejar toda sua vibe do bem. No final de algumas semanas você vai ver que o pote do ódio estará todo cheio de fungos, preto e estragado, já o do amor estará limpinho.

  • Comprar uma planta para cuidar

Eu sei, essa lista de setembro parece papo de hippie, mas a gente se enrola em tanta bobagem no dia a dia que às vezes é bom parar pra se observar e se ouvir.

Ter um ser vivo que dependa de você pra existir é um dos maiores aprendizados da vida. Se você, assim como eu, não pode ter um bichinho de estimação, compre uma planta. Converse com ela, regue, entenda o tempo dela para crescer,  murchar e viver. Um dos maiores ensinamentos de uma planta é sobre o tempo. A gente não compreende o tempo das coisas, dos processos. Todos os seres vivos têm seus ciclos que demandam tempo e tudo na vida é assim. Você já viu o tempo de demora pra uma semente crescer? Você vai se lembrar disso quando olhar pra sua plantinha crescendo calmamente enquanto estiver afobado, pulando etapas dos processos naturais da vida.

  • Fazer as pazes com alguém e tirar aquele ressentimento ruim

Essa é uma das mais difíceis de fazer, mas vale a pena. É claro que alguns ressentimentos ficaram tão pra trás que nem machucam mais, mas outros pedem compreensão ou quem sabe só um esclarecimento. Todo mundo já se desentendeu com alguém e deixou pra lá, mas não perdoou, não esqueceu. A dica é escrever uma carta dando um ponto final nessa história, sem esperar que o outro te responda no mesmo tom. Perdoar é um gesto egoísta que causa um bem danado ao outro. É que, no fundo, perdoar causa um efeito muito melhor em quem perdoa do que quem é perdoado.

  • Transformar um dia de semana em um dia especial

Como terça-feira pode ser um dia tão cretino? Segunda-feira ainda tem aquele ar de recomeço, mas terça-feira é cruel. Cada um tem seu dia cretino da semana e por isso a ideia é transformá-lo em um dia especial. Vale pedir pizza, comprar vinho, ir ao cinema sozinho, ir a uma exposição, marcar alguma coisa com os amigos….Qualquer coisa que faça esse dia parecer mais legal do que ele é!

  • Andar na rua sem rumo

Todo mundo já leu essa dica em algum lugar, mas eu fiz isso em um dia de folga e o resultado foi incrível. Não aconteceu nada de especial, mas senti que o dia foi produtivo. Fui entrando em todos os lugares que eu nunca tinha entrado, passei a observar as pessoas e detalhes dos lugares. Quanto mais eu me deixo livre, mas conectada eu me sinto com o mundo e percebo que a nossa forma de olhar o mundo é o que determina o mundo.

  • Rever as resoluções de ano novo (ainda dá tempo!)

Minha resolução deste ano é escrever um livro e mais algumas outras coisas que estão na metade do caminho. O livro ainda nem comecei e cada dia que passa eu fico mais desesperada. A famosa procrastinação é a única coisa que mata os nossos sonhos. Sério, vamos começar e terminar as resoluções de ano novo neste mês? A gente se ajuda.

  • Sair pra dançar sem se preocupar com nada

Quem não gosta de dançar pode sair pra praticar um esporte. O importante é se movimentar e gerar endorfina sem se preocupar com mais nada. Deixa o seu corpo te guiar.

  • Finalmente dar check na sua lista de coisas chatas pra fazer

Chato, chato, chato, maaaas, todo mundo tem uma lista de coisas insuportáveis e burocráticas pra fazer. Dê check em toda essa lista neste mês sem reclamar. Você vai ver que a pior parte é pensar na lista, fazer nem é tão mal. Leve um livro ou uma história em quadrinhos se tiver que encarar filas. Vai lá e faz, vai lá e começa, vai lá e termina.

  • Turistar na sua própria cidade e ir a algum lugar que você nunca foi

Nem precisa se angustiar porque eu tenho certeza que existem vários lugares que você nunca conheceu. Procure em dicas de blogs, sites de viagens ou pergunte para pessoas diferentes. Quem sabe você não descobre um lugar novo por si só e acaba fazendo um guia da cidade? Taí, gostei.

Com todas essas metas divertidas e fáceis de fazer, setembro vai deixar de ser um mês de questionamentos e vai passar a ser um mês motivação e reencontro com as nossas vontades.

A pequenez dos dramas humanos

Observo enquanto ela tenta, frustradamente, fazer a impressora funcionar. Os longos cabelos cacheados estão emaranhados em um ninho de rato. Resultado de frustrações de uma noite anterior. Lambo minhas patas e relaxo no sofá, olho esta cena tragicômica.

Humana boba…

Não sabe ela que, assim como os animais que sentem o nervosismo das pessoas, as impressoras sentem quando você está com pressa?

Me impressiona o quanto Carolina se estressa por tudo. Pelo trânsito que pegou no dia. Pela mãe que, novamente, lhe criticava a aparência. Comigo porque deixei um passarinho morto em frente a porta do quarto.

Era apenas um presente…

Começo a tomar o meu banho. Lambo lentamente os meus longos pêlos brancos, enquanto Carolina digladia com a impressora. Batalha sangrenta. Ouso dizer que não houve vencedores.

Ela senta no chão e começa a chorar.

Lágrimas se misturam com a tinta dos ferimentos da impressora. No fim, os líquidos saem de ferimentos comuns. De Carolina na impressora. Da impressora no emocional de Carolina.

Agora pare. Eu sei o que você pensa. Sim, você! Que sou apenas um gato egoísta. Que me divirto com a pequenez dos dramas humanos, enquanto tomo um banho no sofá.

Pois saiba que sou, sim, egoísta. Talvez ela tivesse que aprender um pouco mais comigo, a seguir a vida com leveza felina.

Mas a minha humana é tão boba… Passa tanto tempo dando importância ao que os outros pensam dela.

Interrompo o meu banho e sento no colo de Carolina, frio e úmido em decorrência das lágrimas. Ela para de chorar. Sente o meu calor e começa a me fazer carinho.

Ainda não posso afirmar que Carolina aprendeu a viver como um gato, mas por ora a deixo pegar emprestado um pouco da minha despreocupação.

Talvez ela até me perdoe pelo lance do passarinho…

Minha irmã vai casar

Minha irmã decidiu casar. Minha irmã, quatro anos mais nova que eu, decidiu casar. Ela já namora há milênios e eventualmente isso iria acontecer, mas eu não imaginava que seria tão cedo. Ter minha irmã em casa é ter uma parte de mim ali, no quarto ao lado, querendo me mostrar um vídeo engraçado no youtube, me contando uma fofoca ou rindo de quando eu imito meus pais. Mas ela vai sair de casa, ter a casa dela, a família dela e mais: em outro país.

É razoável eu ter saudades antecipadas e já começar a pensar em tudo o que vai faltar na minha vida daqui pra frente, mas o que me surpreende diariamente é a reação das outras pessoas quando eu falo sobre isso. Elas não pensam em como eu vou sentir falta da minha irmã ou em detalhes do casamento. O primeiro e principal comentário é “sua irmã passou sua frente, hein.” É sério. As pessoas realmente pensam isso e se assustam quando eu não entendo a brincadeira.

Veja bem, minha irmã sempre seguiu mais a cartilha da vida, coisa que, aparentemente, eu nem li. Aos 18 anos eu decidi que queria morar fora, arrumei um emprego e caí no mundo. Aos 18 anos minha irmã estava no pré-vestibular para ingressar no curso de odontologia, no qual ela se formou no tempo esperado e hoje trabalha com isso de segunda a sábado. Curso superior? Comecei três. Mudei de ideia várias vezes, me formei em um, trabalhei em dois empregos diferentes e joguei tudo pro alto pra estudar medicina. Minha irmã namora a mesma pessoa desde que o outono é sempre igual e as folhas caem no quintal. Eu namorei, desnamorei, namorei um tempão, terminei, vivi solteiríssima por um tempão e conheci meu atual namorado há seis meses e estou naquela fase incrível que a gente quer que dure para sempre.

Acho que já dá pra entender que a vida da minha irmã seguiu um rumo totalmente diferente da minha. As pessoas realmente esperam que, como irmã mais velha, eu tenha a vida mais estruturada antes dela, mas quem disse que minha vida é desestruturada? Quem disse que a gente precisa seguir os dez passos do sucesso para ser feliz? Quem disse que você precisar acertar de primeira? Quem disse que você precisa casar, ser bela, recatada e do lar? Quem disse que você não pode ser feliz de outro jeito?

Dizem que a gente nasce, cresce e morre. Eu acredito que a gente nasce, cresce, tem expectativas, absorve expectativas dos outros, tenta corresponder a todas essas expectativas e morre tentando fazer isso. Por anos eu achava que a minha vida deveria seguir a cartilha oficial e se isso não acontecesse, seria o fim do mundo. Tentei criar metas, planos muito objetivos e seguir por eles. Só que não deu. A vida não é uma planilha do Excel, felizmente. Muita coisa mudou meu rumo, conheci muito mais gente que eu imaginava, refiz minhas metas de ano novo umas mil vezes ao longo do mesmo ano, viajei mais que o esperado, tenho histórias de uma vida pra contar, aprendi a tocar violoncelo, dei aula em curso de inglês, recebi mais de duzentos intercambistas por semestre e consegui casas de família para todos eles morarem, voei de Alaska Airlines, lutei jiu jitsu, ouvi sobre a vida de muita gente interessante, descobri  que contos de fadas não existem, me apaixonei por um amigo de um amigo,  ausculto pulmão muito bem, trabalhei na Disney, morei no Queens, entre tantas outras coisas que eu não teria feito se seguisse as regras que só existem na nossa cabeça.

Não vou entrar no clichê de dizer que todas as coisas acontecem por uma razão, mas todas as coisas acontecem por uma razão. A gente pode não entender na hora, mas há lucro em tudo o que a gente faz. Conheci meus melhores amigos em um estágio que não tem relação nenhuma com o que eu faço hoje, por exemplo. Há aprendizado e aquisições em tudo o que a gente faz, mesmo seja a certeza de que nunca mais faremos alguma coisa novamente. Já experimentamos e podemos dizer com certeza que algo não cabe na nossa vida. Obviamente eu não estou falando em ganhos financeiros, isso tem muito pouco e um minuto de silêncio por esse fato, mas tem tanta coisa mais valiosa que dinheiro. E te digo mais: isso é uma descoberta que você só faz quando não vive a cartilha, ou pior, quando vive a cartilha e se arrepende profundamente ao perceber que não pode voltar atrás e fazer tudo o que você gostaria de ter feito.

Não tenho ideia de quando vou casar ou se eu vou casar. Estou muito feliz pela minha irmã que vai casar. Estou muito feliz com a vida que eu levo. Estou muito feliz com todas as reviravoltas da minha vida. Estou muito feliz por ter conhecido todos os meus amigos. Estou muito feliz por entender hoje que a vida pode ser leve e eu não preciso planejar cada passo. Estou muito feliz por demorar a entender a frase “sua irmã passou a sua frente”. Estou muito feliz por saber que as pessoas vivem vidas diferentes e que isso é encantador. Estou muito feliz por nada nessa vida ser de fato uma competição. Estou feliz. Simplesmente feliz.

Temos 20 e poucos anos

Acordamos mais cedo do que queríamos. Nos abastecemos com café. Líquido sagrado dos deuses. Tão necessário que existe até café de R$15,00. O café gourmet é muito caro para o orçamento universitário. Quando finalmente conseguimos comprar um, tiramos fotos para colocar no nosso Instagram e fingir que somos hipsters. Não sabemos se ser hipster ainda está na moda.

Temos 20 e poucos anos.

Entramos na faculdade. Vamos para todos os happy hours. Competição de beer pong. O drink está caro. Vamos comprar catuaba. Bumbum granada. Tá tranquilo. Tá favorável. A idade chega. Começamos a ter ressacas homéricas. Trocamos o happy hour da faculdade, a festinha que dá pra entrar de graça até a meia-noite por um vinho com os amigos em casa ou um jantarzinho tranquilo. Temos que fazer programas mais adultos, afinal. Não aguentamos mais o jantarzinho. Balada no dia seguinte. Ressaca homérica. Nunca mais vamos beber na vida. Semana seguinte tem jantarzinho. Tem a balada pós jantarzinho também.

Temos 20 e poucos anos.

Passamos a faculdade toda na pressa. É correria no dia a dia. Faculdade. Estágio. Academia. Queremos nos parecer com a Gabriela Pugliesi. Vamos ao nutricionista. Fazemos dieta por um mês. Esse mês a gente bebe menos. Ficamos de saco cheio da dieta. A gente não vive pra estudar e além disso ser gostoso de qualquer forma. Vamos ao barzinho depois, afinal malhamos tanto que merecemos uma cervejinha. Ficamos com vergonha porque saímos da dieta. Nunca mais voltamos ao nutricionista.

Temos 20 e poucos anos.

Chega a semana de provas na faculdade. Insônia. Nervosismo. Refluxo. Gastrite. Toma café. Mais gastrite. Omeprazol. Pega prova do semestre passado. Meu Deus essa prova não faz sentido nenhum. Passamos a madrugada estudando o que deveríamos ter estudado o semestre todo. Hora de fazer uma amizade sincera com a menina que anota tudo da aula. Posso pegar seu caderno emprestado? Obrigada. Qual a resposta da questão 1? Não queremos colar na prova. Olhamos para prova. Não entendemos nada. Chuta D de Deus que dá certo.

Temos 20 e poucos anos.
Terminamos a faculdade. Graças a Deus. Colação de grau. Bora no barzinho comemorar com os amigos. Um jantar com a família. Estamos comemorando. Estamos formados. Desempregados também. Mandamos currículo para mil empresas. Precisa ter experiência para poder trabalhar, mas como criar experiência se ninguém está contratando? Nossos pais começam a ficar agoniados. “Na sua idade eu já trabalhava e tinha dois filhos”. Prosseguimos desempregados. Começamos o cursinho para passar em um concurso público.

Temos 20 e poucos anos.

Sonhamos com o amor das nossas vidas. Essa aí eu tenho certeza de que é a pessoa certa. Passou um mês. Enjoamos. Na verdade não queremos nada sério. Tem muita gente por aí. Saímos com uma galera. Pegamos geral. Carência. Enjoamos. Encontramos uma pessoa legal na balada. Essa aí eu tenho certeza de que é a pessoa certa. Passou um mês. A pessoa não é exatamente como eu pensava que o amor da minha vida ia ser sabe. É legal. Mas não tem aquela química. Tem aquela química. Mas é meio babaca. Ah vamos continuar solteiros mesmo. Vamos dar um like numa foto de 2005 do novo alvo. Será que vai entender a indireta? O like é retribuído. Coração dispara. Essa aí eu tenho certeza de que é a pessoa certa.

Temos 20 e poucos anos.

Estamos assustados. Largados no mundo. Não somos adultos. Não somos crianças. Podemos fazer algumas cagadas. Outras já estão fora de questão. As fazemos da mesma forma. O mundo é gigante. É minúsculo. É aterrorizante. O mundo é lindo. As pessoas são estranhas. As pessoas são incríveis. São os piores anos das nossas vidas. São os melhores anos da nossas vidas.

Temos 20 e poucos anos.

A parte boa dos relacionamentos descartáveis

A era do iPhone te ensinou: defeito é descarte. Cansou de alguém? – Deleta! Se envolver em um relacionamento? Ugh, virou filme de terror. Noites podem ser incríveis mas são apenas noites. Ninguém mais se compromete, ninguém mais se telefona, ninguém mais espera nada de ninguém. Profundidade nas relações? – Esse sabor não vai ter hoje não, moça.

Mas é cráro que somos humanas e temos uma complexidade obscena dentro de nossos corações. Não fomos programadas para ser meramente descartáveis e muito menos para ter relacionamentos assim. Bem, talvez essa seja uma realidade meio difícil de mudar a essas alturas do campeonato. Mas mostrarei que tem sim como enxergar um lado bom nessa descartabilidade (essa palavra exxxssseste?) toda.

-Se a vida te der limões, faça um suco detox.

Vamos pensar que um relacionamento sério é uma macarronada (se acostume com as metáforas tá, elas vão ajudar a gente), beeeem caprichada. Cheia de temperos, sabores, cores. E vamos pensar que um relacionamento descartável é instantâneo, como um miojo. Rápido, sem mimimi e com aquele tempero vagabundinho que a gente gosta. As vezes dá vontade de comer aquele macarrão mas você tá deitada na cama assistindo Chaves tv e sua única capacidade física e psicológica é de se resolver com aquele pequeno pacote que em 3 minutos poderá salvar a sua vida.

Mas nós mulheres somos muuuuito complexas. Sabemos que não vamos nos contentar só com esse quebra-galho. Queremos muito mais do que isso, né? Queremos o molho de tomate, o queijo ralado, a massa caseira. – “Será que esse miojo vai me satisfazer?” – Mal provamos o seu sabor e já estamos imersas em um oceano de questionamentos. Ache o erro.

A carência por um bom prato de macarrão acaba fazendo com que a gente atropele um pouco as coisas, querendo dar sentido ao que não precisa fazer tanto sentido assim. Como um miojo. Será que somos capazes de apenas nos divertir com leveza e aproveitar o momento? Refletimos demais, queremos demais, esperamos sempre por “algo a mais”. Ficamos tão ansiosas (ó lá, a ansiedade denovo) em consolidar as relações, rotular pessoas/ lugares/ animais/ minhasograé, que nos esquecemos que sem rótulos tudo pode ficar infinitamente mais fácil de lidar. DUH!

Miga, cê tá precisando de uma palmadinha safada na bunda.

Deixe que eles entrem em cena: os relacionamentos descartáveis. Um, dois, três, vários. Se não rolou química com esse cara, neeeeeext! – E depois o anterior denovo, vai quê? Relacionamentos descartáveis gostam de viver sem pressa, expectativas ou obrigações. Esse descomprometimento que vem no pacotinho, deixa todo mundo mais a vontade e as relações ganham chances pra se desenrolar melhor. Pode até virar uma amizade no futuro, comigo aconteceu. Hoje tenho relacionamentos muito mais interessantes do que se tivessem se tornado algo ‘oficial’.

O ideal é nunca ter em mente que a porra pode ficar séria: a ansiedade pra ter um relacionamento consistente pode atrapalhar, tirar a graça das coisas e fazer você correr no sentido inverso ao que queria. Essa busca incessante por relacionamentos não-descartáveis pode resultar em relacionamentos ruins, a partir do momento que te leva a se envolver demais e de maneira afobada com pessoas que você mal conhece.

Assim, o que é considerado “relacionamentos descartáveis” pra você, é algo que pode ganhar um temperinho especial com o passar do tempo. Ao tentar abolir esse tipo de relacionamento da humanidade – ou pelo menos de nossas casas -, fechamos muitas portas da esperança para boas companhias que começam assim, meio nem aí. Não é que não seja maravilhoso se envolver de corpo e alma com alguém, é ótchemo. Mas procurar enlouquecidamente por isso, não é tão necessário quanto você pensa que é. O foco deveria estar mais na diversão e no aproveitar de cada momento – desse jeito coisas sempre fluem melhor.

– Sim, os famosos “namoricos” que sua avó dizia. E ela nem usava iPhone.

Hora de voar

Arte por Korrupt Kids
Arte por Korrupt Kids

Hoje acordei me sentindo um passarinho. Não no sentido frágil da figura, pelo contrário, acordei me sentindo um passarinho que já estava muito grande em um ninho muito apertado. Quase caindo desse ninho e me sentindo péssima por não caber mais neste lugar, comecei a reparar em mim. Nesse tempo em que vivi nesse ninho, minhas asas foram crescendo junto comigo. Assim como o resto do meu corpo, elas também ficaram mais fortes.

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