AbeLLha: impacto social com economia colaborativa

De empreendedorismo de palco, ideias inovadoras e livros que ditam o segredo do sucesso nós já estamos cheios. Apesar de a Era Digital ser incrível por conectar pessoas num estalar de cliques, ela também constrói muitas celebridades vazias e nós acabamos consumindo esse tipo de informação.

A parte boa é que existe muita gente criando projetos que realmente fazem a diferença. E o melhor é algumas dessas pessoas estão aqui no Brasil. Pessoas que querem mudar o rumo da história pra melhor, abrindo o caminho para a economia colaborativa, que eu já tanto falei aqui.

Você já ouviu falar da AbeLLha? E do aplicativo GoodPeople? Então hoje eu vou apresentar pra vocês essas duas empresas, que no final acabam se transformando no Ecossistema Abellha. Calma que eu vou chegar lá!

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O Elemento – O encontro de quem você é com o que você ama fazer

Ilustração por Kozy and Dan.

“Nós não saberemos quem podemos ser até que saibamos o que somos capazes de fazer.”

Você já se sentiu como se não possuísse nenhum talento? Como se não soubesse fazer nada muito bem? Ou como se todas as coisas boas sobre você não fossem aplicáveis à alguma carreira? Você já se sentiu assim, desse jeito que a youtuber Jout Jout explica tão bem? Como consequência, ao se ver sem talentos, você já se sentiu sem um caminho a seguir?

Ken Robinson descreve no seu livro ‘The Element: How Finding Your Passion Changes Everthing‘ o que todos nós procuramos e às vezes passamos anos tentando encontrar. Ele consegue decifrar e conceituar o que já conheciamos: o sentimento único de fazer o que se gosta. Não em termos de carreira ou trabalho remunerado, mas aquilo que faz parte de nós numa dimensão muito maior. Aquilo que enquanto executamos nos dá energia, e não tira. Algo que enquanto realizamos, deixamos de ver o tempo passar, sabemos que foi um tempo que valeu a pena. E não é isso um certo tipo de felicidade?


Sobre o Elemento

Robinson define esse sentimento como sendo, na verdade, um estado, um momento, com hora e lugar e instrumento. Uma vida inteira desses momentos seria o nosso Elemento “o encontro entre a aptidão natural e o forte entusiasmo” por certa atividade, em outras palavras, a paixão pelo que se faz somado ao talento que se tem. Apesar de todos os conceitos serem apresentados claramente, ele usa outra técnica ainda mais eficiente para nos fazer entender e que seria o Elemento: narrativas. Pessoas reais e as incríveis histórias de suas vidas são usadas para exemplificar e ilustrar o conceito.

“O que existe em comum [na vida dessas pessoas] é que elas estão fazendo o que amam, e ao fazer isso elas sentem-se como a versão mais autêntica de si mesmas. Elas sentem o tempo passar em um ritmo diferente, e sentem-se mais vivas, mais centradas e mais vibrantes do que em qualquer outro momento.

Estar no seu Elemento as leva a experienciar o tempo para além das sensações ordinárias de satisfação e felicidade. […] Quando as pessoas estão nos seus Elementos, elas se conectam com algo fundamental ao seu senso de identidade, propósito, e bem-estar. Estar lá provém um senso de auto-revelação, de definir quem elas são de verdade e o que elas realmente deveriam estar fazendo com sua vida. É por isso que muitas pessoas nesse livro descrevem encontrar seu Elemento como uma epifania.”

Como um sonho dormente que encontramos parece que sem querer.

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Wikinomia, o novo modelo econômico que vai atropelar nosso ego

Eu já falei algumas vezes sobre como eu amo o século 21 e como eu amo a internet. Já falei aqui que estamos todos perdoados por nos sentirmos tão perdidos, porque uma mudança social desse tamanho deixa a gente meio lelé da cuca mesmo. Eu gosto muito de comparar o momento atual com a terceira revolução industrial do século 18, porque quando o modo de produção mudou, tudo mudou. Inclusive o comportamento e pensamento das pessoas. Surgiram novas profissões, novos caminhos, novas possibilidades. Não vou entrar questão sobre esse episódio ter bom ou ruim. Ele aconteceu e temos que encarar as coisas que aconteceram sem ficar imaginando o que poderia ter acontecido. Comparando a transformação que ocorreu com o momento atual, sinto em informar que a nossa geração está no meio do redemoinho da era da informação. A gente está exatamente na fase onde as coisas começam a mudar. E sim, isso tem a ver com a internet. A internet abriu um mundo de possibilidades na nossa frente e vocês já viram que em 15 anos o mundo mudou drasticamente. Eu, por exemplo, trabalho com marketing digital e sou escritora de um blog. Na época dos meus pais essas profissões nem existiam. Imagina só. Que diabos eu ia fazer da minha vida? Talvez minhas palavras nem tivessem chance de chegar a vocês. Imaginem quantos escritores maravilhosos morreram sem ninguém saber que eles existiram?

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Os perigos de se criar computadores muito mais inteligentes do que nós

Estamos cercados de sistemas de inteligência artificial (I.A.). Eles aprovam ou declinam nossas compras com cartões de crédito, decidem o preço das nossas passagens aéreas, escolhem a melhor rota até nosso destino, e, por enquanto, são totalmente inofensivos.

Até agora, o sistema de busca do Google é a inteligência artificial mais complexa que existe. Assim como o Google, todas as I.A. que conhecemos hoje são inteligências artificiais “estreitas”, algoritmos extremamente eficazes em apenas uma ou um pequeno número de funções mas ainda são muito limitadas para aprender assuntos novos. Em suas funções específicas, essas máquinas já ultrapassaram o nível humano de inteligência imensamente. São ferramentas, e não agentes. E nós já somos dependentes delas para manter funcionando diversos sistemas essenciais para o fluxo do mundo.

Em abril de 2000, um artigo da revista Wired foi certeiro em descrever o que na época parecia distante e futurista, mas que agora, apenas 15 anos depois, já está bem próximo da realidade:

“As pessoas vão deixar máquinas tomarem cada vez mais decisões por eles, simplesmente porque as decisões feitas pelas máquinas trarão melhores resultados do que aqueles feitas pelas pessoas. Finalmente, um estágio pode ser alcançado em que as decisões necessárias para manter o sistema funcionando serão tão complexas que os seres humanos serão incapazes de fazê-los de forma inteligente. Nessa fase, as máquinas estarão no controle eficaz. As pessoas não vão ser capazes de simplesmente “desligá-las”, porque elas estarão tão dependentes que desligá-las equivaleria ao suicídio.”

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Abundância: Porque o futuro vai ser melhor do que você pensa

Precisamos falar sobre o futuro, e hoje eu vim falar dele de um jeito positivo. Chega de negatividade.

Há um tempo li esse livro que mudou muito jeito de ver o futuro. Sabe aquele tipo de coisa que você fala: cara, o mundo todo precisa saber disso!!!!!

Então, caro leitor, vou te contar porque esse livro mudou minha vida e assim você nem vai precisar lê-lo, mas vai poder citá-lo nas conversas de bar e parecer maneiro. Bom negócio, diz aí.

A premissa de Abundância é a seguinte: A humanidade está agora entrando em um período de transformações radicais no qual a tecnologia tem o potencial de fazer com que as necessidades básicas de todos os seres humanos do planeta sejam alcançadas. Dentro de algumas gerações nós vamos prover serviços que antes eram reservados a apenas uma parte da população para todos.

Tá achando que é utopia né? Papo de hippie?

Mas não tem nada disso não, os autores do livro são figuras mega influentes do Vale do Silício que simplesmente têm acesso a todo tipo de inovação tecnológica e às pesquisas mais modernas. Resumindo, eles tão vendo agora tudo de mais avançado rolando que fatalmente vai chegar a todo mundo em algum momento.

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