Mudar de cidade é um tiro do escuro – PARTE II

Arte por Charlie Davoli

Ainda não leu a parte I do texto? Vem aqui: Mudar de cidade é um tiro no escuro – Parte I 

Uma semana depois, consegui um emprego em outra loja, que pagava bem mal, mas tudo bem. Comecei super empolgada achando que eu seria uma ótima vendedora, mas no primeiro dia vendi 14 reais. Quis desistir do emprego e me achei a pessoa mais idiota do mundo. Voltei pra casa chorando vários dias. Não pelo desaforo dos clientes, mas pela própria gerente da loja que fazia questão de ser uma filha da puta.

O dinheiro que eu juntei acabou, o salário que eu ganhava não era o suficiente pra continuar pagando aluguel. Pedi pra minha mãe uma passagem pra Brasília, de volta, pra sempre. Decidi me demitir e voltar pra onde eu nunca deveria ter saído. Não tinha como continuar aqui e eu não tinha nem vergonha de admitir que falhei e não dei conta. Foda-se, não dei conta mesmo. Eu só queria voltar pra casa. Eu estava sofrendo, estava me sentindo sozinha e não tinha capacidade nem de trabalhar em uma loja. Depois de 4 meses desde que eu cheguei, minha vida virou de cabeça pra baixo. Engordei 5 quilos, mas coloquei na minha cabeça que eu estava mais magra de tanto subir e descer a escada da loja pro estoque. Eu almoçava refresco e salgado por 5 reais, afinal, a gente não ganhava vale refeição. O que eu esperava? Só me via no espelho do elevador, que indicava obviamente minha perna dobrando de tamanho, mas eu insistia comigo mesma “esse espelho engorda e essa celulite toda só ta aparecendo por causa dessa luz branca”. Ah, como eu adoro me sabotar.

Ao todo, foram 6 meses de seca.  Pra falar que não arranjei nada, beijei um cara numa festa, mas tenho preguiça do papo só de lembrar. Fiquei a fim de um cara gato no primeiro mês que eu cheguei, mas ele me esnobou. Fiquei chateada, mas eu tava mais preocupada com a minha conta bancária e com a burrada que eu fiz com a minha vida. Eu queria que eu do futuro chegasse pra essa eu do passado e contasse que eu não precisava ficar triste, porque eu ia casar com esse cara. Mas daqui a pouco eu chego nessa parte da história.

Quem me conhece sabe que eu sempre fui de ter muitos casinhos. Toda semana tinha um cara novo e meus amigos se perdiam entre os 4 nomes novos que eu disparava a cada mês. Mas desde o dia que eu pisei no Rio, nada acontecia.

Cheguei à conclusão de que essa história de estar bem você pra atrair as pessoas é verdade. Eu não estava gostando de mim. Não aguentava minha própria companhia. Na verdade, quase não tinha tempo de pensar em nada, porque ficava a maior parte do dia angustiada. E isso vai virando uma bola de neve sem fim. Você fica angustiada, daí vai mal na entrevista de emprego, fica chateada, se sente inútil, não pega ninguém e se sente mais inútil ainda. Eu tinha que fechar esse clico.

Não preciso dizer que eu não tenho a menor organização financeira, né? Se você se muda com dinheiro contado, precisa registrar tudo que gasta. Mas obviamente o dinheiro foi acabando e quando eu vi, entrei em desespero. Fiquei com infecção urinária, fui depositar o dinheiro do aluguel no banco, chorando. Nesse dia, eu chorei na rua e escrevi um texto sobre isso. Não queria ir pra um hospital que eu não conhecia, sozinha. Qual é o problema de ir pro hospital sozinha? Hoje eu sei que não tem nada demais, mas eu só descobri isso depois dessa vez. Fui sozinha, chorando, morrendo de dor, mas fui. Hoje eu sei que fiz um drama desnecessário, mas essa é uma das lições de se mudar sozinha. Você aprende na marra.

Uma semana depois de me demitir da loja e decidir que ia voltar pra Brasília, fui chamada para uma entrevista de estágio no Fluminense. Passei. Fluminense, o clube de futebol. E eu sou zero dos esportes. Já fiz futebol, mas minha mãe, depois de assistir a um jogo meu, perguntou se eu não queria voltar pro balé. Nesse nível. O salário, mesmo sendo de estágio, era melhor do que o da loja e a gente ganhava um extra se trabalhasse nos jogos. Já dava pra me sustentar, mas ainda não sobrava pro aluguel todo.

Viajei pra Brasília, falei que mesmo tendo conseguido o emprego novo eu teria que voltar. Mas, no fundo, só de ter conseguido alguma coisa, uma fagulha de esperança se acendeu em mim. Minha mãe falou pra eu aguentar mais um semestre. Ela disse que ia tentar me ajudar no aluguel, falou com meu pai e ele disse que também ia me ajudar. Todo mundo ia se apertar, mas dava. Fiquei feliz, porque pelo menos agora eu teria uma renda garantida. E dessa vez eu já tinha aprendido que é EXTREMAMENTE NECESSÁRIO se organizar financeiramente.

Todo mundo diz que é preciso sair da zona de conforto. Se você não está feliz, mude! Mas, pra se arriscar, você não precisa só de coragem pra sair de lá. Você precisa ser forte pra aguentar o lado de lá. Sair da zona de conforto é difícil porque não é simplesmente se levantar. Você precisa passar um tempo em uma zona de desconforto até as coisas se ajustarem. E aí, você vai criar gosto pela coisa e quando tudo parecer confortável demais você vai querer mudar tudo de novo. Mas dessa vez, com um pouquinho mais de pé no chão.

A partir daí, as coisas começaram a melhorar. Eu gostava do pessoal do trabalho, apesar de odiar o trabalho em si. A parte boa é que, muitas vezes não tinha nada pra fazer, então eu comecei a dar mais atenção pro meu blog. O De Repente dá Certo mesmo. Eu escrevo nele desde 2008, mas não divulgava pra ninguém. Comecei a escrever novos textos e mandar pra outros sites. Comecei a ver que a galera realmente se interessava pelo que eu falava. Apresentei minha peça de teatro, me apaixonei por um carinha em janeiro e me desapaixonei no carnaval. Voltei a ter meus mil casinhos. Ufa. Era só uma fase. Minha melhor amiga passou as férias comigo, conheci muita gente, viajei pra búzios com as meninas que moravam comigo e comecei a realmente gostar de morar no Rio.

Criei um grupo de cinema com amigos do teatro pra gente fazer filme do nosso jeito. Fiz um bom grupo de amigos das artes. Eu escrevia os roteiros, atuava, a gente realmente colocava a mão na massa e filmava sem verba. Fizemos um curta lindo chamado “Um Sopro”. Eles me salvaram mil vezes das minhas aflições e questões ordinárias. Eu não estava mais sozinha. Agora eu tinha com quem contar.

Logo depois, me cansei do trabalho burocrático. Fui atrás de outro emprego. Fiquei uns dois meses mandando currículo todos os dias. Até que abriu uma vaga pra trabalhar em uma empresa que eu amava e sempre tive vontade de trabalhar: Lomography, de câmeras analógicas. Passei na entrevista e na semana seguinte já comecei a trabalhar. Era perto de casa, eu ia a pé pro trabalho, amava o que eu fazia e a vida ia muito bem. Isso foi exatamente um ano depois que eu cheguei.

Nessa primeira semana do trabalho novo, minhas amigas de infância vieram me visitar no Rio e, por algum motivo que razão não explica, o cara gato que me esnobou resolveu me chamar pra sair. Falei que ia pra um bar com as meninas, que se ele quisesse ir, eu estaria lá. Tinha certeza que ele não ia e saí sem expectativa. Pela primeira vez há muito tempo eu não me sentia tão feliz comigo, apesar de estar com o coração partido porque minha paixonite da vez tinha ido morar em Berlin.

O cara gato apareceu no bar com um amigo e sentou com a gente na mesa. O nome dele era Henrique. Pela primeira vez a gente realmente conversou direito e se conheceu. E de quebra ele conheceu as pessoas mais importantes da minha vida (minhas amigas de infância). Eu tava tão feliz que nem fiquei pensando se a gente ia ficar ou não. Óbvio, que eu queria, mas a noite em si já estava divertida. Ficamos uma hora decidindo o que faríamos depois do bar, até que decidimos ir pra praia. Fomos. Ele me beijou no meio da rua e a gente nunca mais se separou.

O semestre passou rápido. Vivi uma das melhores épocas da minha vida. Trabalhava perto do trabalho em um lugar que eu amava, morava com amigas no Rio e comecei a namorar um dos caras mais incríveis que eu já conheci. Até que…. TCHARAAAM!

A Lomography declarou falência no Brasil. Fiquei de novo em desespero, porque ia ficar sem emprego e sem dinheiro e, dessa vez, eu amava o meu emprego. Meu chefe me indicou pra trabalhar em outra empresa, fui trabalhar numa editora de livros incrível, mas que era longe pra caramba. Demorava duas horas pra ir, sem trânsito. Mudei mais uma vez de emprego. Fui pra uma agência que virou uma startup inovadora. Me formei. Fui morar junto com o Henrique depois de um ano juntos.

Comecei a escrever pra vários sites. Virei colunistas. Comecei a ver pessoas acompanhando meu trabalho, meu blog começou a ganhar volume. Fui chamada pra ser editora da NOO, que era uma revista online que eu super me identificava, conheci muita gente foda. Me apaixonei pelo trabalho em si, mas saí da revista. Tipo uma ficha que cai na hora certa, quando as coisas novamente não estão indo muito bem, cheguei à conclusão de que eu poderia criar minha própria revista. Queria viver pra sempre como editora, criando, escrevendo, inventando. Então resolvi transformar meu blog em uma revista de literatura, com a minha linha editorial, com os autores que eu escolhesse pra escrever. Esse blog é todo um resultado disso. É o resultado dessa história toda. Mas ainda não trabalho só com ele. Voltei para o trabalho burocrático de marketing que paga as contas no final do mês. Às vezes me chateio, às vezes agradeço.  Não existe final nessa história.  Existe um longo caminho para percorrer ainda. Até porque meus sonhos foram se transformando desde que eu cheguei aqui.

Me mudar foi muito difícil no começo e continua sendo. Virar adulto continua sendo insuportavelmente incrível e doloroso. A gente aprende que nem tudo é uma recompensa. Depois que a gente sai de casa ou termina a faculdade, acaba essa história de ser recompensado rapidamente pelo seu esforço. Quando você é adulto, você faz um esforço danado pras coisas simplesmente não desmoronarem. E é muito bom de um jeito estranho, porque, pela primeira vez, as responsabilidades são todas nossas. Tanto pro bem, quanto pro mal.

E essa recompensa vem em doses pequenas e a longo prazo. É preciso estar atento pra enxergar com cautela. A recompensa demora a chegar e de repente você realiza que o que você vive hoje é uma recompensa do que você fez lá atrás. Porque tudo demora a se construir. Às vezes eu me pergunto se eu ter me mudado foi a melhor opção. Daí eu olho pra mim hoje e tenho vontade de gritar “claro que sim!”. Mas acho que vou me questionar pra sempre. A verdade é que não existe melhor opção. Só existe essa opção, porque foi a que eu escolhi. Todas as outras alternativas não existem. Ou existem em alguma realidade paralela e eu nunca vou saber.

Entre conhecer pessoas maravilhosas, fazer amigos incríveis, conhecer o amor da minha vida, ter passado por várias experiências profissionais, ter começado a criar minha própria revista e ter amadurecido, acho que o mais importante foi ter aprendido a dar o primeiro passo, a ter o impulso. Eu sou a única responsável pela minha vida. Só eu posso fazer de tudo pra realizar o que eu quero. Todo mundo sabe disso, mas quando você realmente internaliza isso, tudo muda.

Que venham as próximas mudanças!

Marcela Picanço

Criadora e editora do De Repente dá Certo! Este blog é um mapa de onde minha imaginação foi. Agora, o caminho é de vocês. Sejam bem-vindos! Pra saber mais é só clicar ali em cima no: "Quem escreve essas coisas?"

  • Pingback: Se mudar de cidade é um tiro no escuro - Parte 1 | De Repente da Certo()

  • Adriana

    Me.identifiquei tanto.. Que até acho que foi pra mim, acredito que quando você precisa de uma luz ela aprece de diversas formas, até em um texto.
    Eu quero e preciso sair da zona de conforto, e ir para o Rio, porém to com medo de emprego, lugar pra morar, ficar longe da família, essas coisas emocionais.
    Ainda to aqui com medo de ir por medo, mas sei que é necessário ir.
    Ótimo texto
    Bjo

  • Que texto incrível, Ma!! Parabéns por contar uma história tão íntima de uma forma tão leve e gostosa de ler…

    Beijo!

    • Marcela Picanço

      Brigada, Bruninha!!! Sucesso com seu blog, achei incrível que você fez :)

  • Layna

    Me identifiquei demais com seu texto!! Acho que era tudo que precisava ler e seguir em frente na minha jornada de quase 2 meses morando em outra cidade, mandando currículos eternos sem respostas! Mas tenho fé que nada nessa vida é pelo acaso! É só continuar tendo persistência!

    • Marcela Picanço

      Que incrível!! Aguenta firme que vai dar tudo certo!

  • isabela couto

    Comecei a acompanhar seu blog hoje e já amei!!!! Que incrível a sua história, sério! Muito feliz que vem dando tudo certo. To infeliz onde moro e querendo mudar de estado, mas sempre rola aquele medo né, de deixar a família, os amigos, porque acaba que mesmo não querendo sou muito apegada (e medrosa!), medrosa de falar pros meus pais que to infeliz aqui vivendo com eles, mas senti uma luz aqui pra mim agora hahaha vai ser difícil? Vai! Mas será necessário! Muita luz e muito sucesso nessa sua caminhada!

  • Eu estou na minha segunda “mudança” de cidade e passando por todos os perrengues, embora eu tenha sofrido muito mais na primeira vez do que agora, com o tempo aprendemos a lidar com tanta coisa e todos as coisas, sejam elas boas ou ruins, servem como experiência de alguma forma. Acho muito válido tudo o que você escreveu e é muito difícil para alguém que escolhe correr atrás dos sonhos, sendo ele uma mudança tão brusca assim, não passar por todas essas dúvidas.
    É reconfortante ouvir pessoas que também passam/passaram por isso também, assim não nos sentimos sozinhas no mundo.
    Eu também escrevo num blog, mas não divulgo, ler isso me fez pensar que eu deveria expor os meus textos/blog.

    Adorei o seu post e adorei conhecer o seu blog.

    E que todas as pessoas que estão passando por essa fase de transição consigam se encontrar.

  • Adriana

    Gostei muito do texto, e eu já com meus 45 anos ainda vivo o dilema do trabalho que paga as minhas contas e do trabalho que gostaria de fazer com prazer. E se tem uma coisa que gusto de fazer é escrever, e um dos passos foi começar a publicar alguns textos meus no Pulse do LinkedIn.
    Parabéns pelo texto! Leitura fácil e muito verdadeira da sua essência.

    • Marcela Picanço

      Muito obrigada, Adriana! Que bom que você gostou. Eu até hoje vivo esse dilema também. O blog me deu uma acalmada porque consigo fazer tudo que eu mais gosto nele, mas ele também não me sustenta haha. Ainda tenho que trabalhar com algo que não faz meus olhos brilharem tanto, apesar de gostar. Acho importante ter projetos paralelos para nos equilibrarmos mentalmente! Beijão

  • Andreia

    Foi muita coragem com um tantinho de sorte tbm Marcela…e realmente essa história merecia um livro. …

    • Marcela Picanço

      Que conforto ler seu comentário! Muito obrigada :)

  • Adriano Antunes Ferraro

    Olá Marcela!
    Bom dia! Tudo bom?

    Acabei de ler seu texto e digo que achei fantástica sua trajetória até hoje. Já de cara eu te parabenizo.

    Mudei há quase 2 meses para Campinas vindo de minha cidade (Campo Grande/MS), parte por amor, parte profissionalmente (sou Eng. Ambiental), e estou vivendo desafios análogos aos seus: incertezas, dúvidas, solidão, angústia… mas tenho fé, principalmente, em mim, e no futuro.

    Porém… acho que se você planta milho, você colhe milho… Ou seja, uma vez que dou o meu melhor dia após dia, mesmo com o mercado, o clima, a cidade, etc., jogando contra… o resultado será o melhor… esse melhor que construo e, futuramente, me darei.
    Você disse tudo quando relatou a dificuldade de sair da zona de conforto, se manter fora dela e, sobretudo, lutar para que tudo não desmorone.

    Obrigado pela história e motivação. Identifiquei-me com seus sentimentos, dores, angústias e situações! Desejo o melhor pra ti e para o Henrique sempre! Vida longa ao casal e sucesso sempre!

    Forte abraço!
    Adriano Ferraro

    • Marcela Picanço

      Oi, Adriano. Que maravilhoso saber que minha história te motivou. É legal ver como as pessoas estão sempre tentando dar o melhor de si e estão sempre envolvidas em sentimentos tão parecidos. Minha maior motivação para escrever é ver que pessoas tão distantes de mim se identificam com minha visão de mundo. Por isso, muito obrigada pelo seu comentário. Pode ter certeza de que a gente colhe o que planta, mesmo às vezes passando por alguns períodos de estiagem. Temos que ser firmes e perceber as recompensas diárias que recebemos por isso.

      Boa sorte aí em Campinas! Vai dar tudo certo enquanto você fizer aquilo que acredita. Te desejo muito sucesso também. Passa aqui de vez em quando pra dar um alô! :)
      Beijão

      • Jr. Silva (GK)

        Pode apostar que motiva sim, a muitos!

        Em nome de todos os leitores e leitoras que por aqui passaram, agradeço por ter dedicado parte de seu tempo a cada um de nós, dando-nos motivação para seguir em frente sem olhar para trás.

        Que tenhas sempre muito sucesso em seus projetos, Marcela!

  • Matheus

    OTIMO TEXTO! Parabéns, suas palavras nos últimos parágrafos são ótimas.

    • Marcela Picanço

      Muito obrigada, Matheus!! :)

  • Paulo Roberto

    Parabéns Marcela! Esse texto serviu de estímulo para que eu siga firme nos meus propósitos e objetivos. Moro no Rio de Janeiro e pretendo em 2017 mudar para São Paulo, ter um pouco de liberdade , o mercado em Sampa é mais aquecido do que no Rio. Adorei o seu blog. Sucesso.

    • Jr. Silva (GK)

      Nem sempre o problema de onde você está é o lugar, pode ser apenas quem você é (como se comporta) nele que o torne desfavorável pra ti no momento. A partir do momento em que sair dele e se propor a mudar, estará mudando não apenas o lugar, mas a si mesmo. É isso que fará com que as coisas possam (ou não) tornar-se favoráveis.

      “E no fim é só você contra você mesmo…” 😉

  • Marcela, que incrível! Tens um dom maravilhoso com as palavras e ainda faz delas um espelho pra nós, meros leitores.
    Há um ano tive a experiência de morar sozinho durante três meses em um intercâmbio em Portugal. Foi tão libertador que agora, com 19, estou largando tudo em Blumenau (SC) para estudar em Florianópolis.
    Hora de retomar muitos dilemas sobre a famosa e libertadora zona de conforto.
    Adoro teu blog! Sucesso 😀

    • Marcela Picanço

      Oi, Lucas! Que legal ler seu comentário :) Muito obrigada! Bom saber que se identificou. Boa sorte na sua trajetória, te desejo muito sucesso também! Amei saber que você gosta do blog. Um beijo grande :*

  • Jr. Silva (GK)

    Sabe, é como dizem… Nos renovamos a cada dia e jamais seremos hoje o(a) mesmo(a) que fomos ontem…

    Engraçado as pessoas que – assim como eu – acabaram de ler seu relato de sofrimento, angústia e quase desistência dizerem ou julgarem que você é forte, corajosa e no entanto não perceberem que ao longo de cada jornada é que você foi cobrindo-se com vestimentas mais apropriadas e protegendo-se com armaduras mais aprimoradas – conforme a necessidade (a mãe da oportunidade, diga-se de passagem).

    É assim com todo mundo. Ninguém nasce forte. Nos tornamos fortes ao longo do percurso (tempo) – inclusive tenho duas citações que dizem isso: “Não importa o quanto você consegue bater, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. – Rocky Balboa” e “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você. – Jean-Paul Sartre”.

    Parabenizo e felicito muito a ti, pois à beira do fundo do poço e quase dando um passo atrás (não significando que ter desistido seria uma escolha errada), você não hesitou em mergulhar de peito e braços abertos (afinal de contas o que é um peido para quem está cagado, não é mesmo?) e acabou por descobrir que no fundo do teu poço havia uma mola e essa mola a trouxe de volta ao seu eu ideal, feliz consiga mesma, revigorou seu ego e consequentemente as coisas ao seu redor voltaram a favorecê-la.

    Amei sua forma de escrever sobre suas experiências. É leve e educativa, parabéns e muito sucesso, sempre!!

    • Marcela Picanço

      Que incrível!!! Muito obrigada pelo seu comentário. Concordo com o que você falou e é legal saber que passei isso através do meu texto! Beijo grande.

  • Adoreeeeeeei esse post !
    serio. juro ! muito bom !
    Tô passando pela indecisão se me mudo ou nao .. e queria ler textos e encontrei o seu !

  • Ana Paula

    Oi Marcela, ótimo texto. Depois de 23 anos morando em uma cidade que vim para fazer faculdade, hoje estou tentando fazer o caminho de volta: sou de uma cidadezinha de Minas e estou pretendendo voltar. No último ano, perdi meu emprego aqui e como minha familia é toda de Minas, não tenho motivos mais para ficar. A perda da minha mae também no último ano, me fez repensar o que vale a pena na vida: não quero passar minha vida toda com crise de pânico por causa do trânsito das 7 e das 17 horas, não quero mais ter que brigar com meus diretores pela escolha da tonalidade da cor amarela. Esta semana, anunciei minha casa aqui para vender. O que me dá um frio na barriga é a sensação de ficar um tempo “sem casa”, lá não tem muitos empregos, me ajustar à coisas que as cidades pequenas não tem. Mas , é o preço que terei que pagar. Que Deus me dê mt paciência para toda esta fase de mudanças. Um gde abraço.

    • Marcela Picanço

      Oi, Ana Paula! Que incrível ler seu comentário. Concordo com você sobre termos que repensar o que queremos da vida, mas fazer o que você está fazendo também exige muita coragem! Está certíssima e ir atrás do que o seu coração manda. Muita força pra você e boa sorte na volta :) Vai dar tudo certo! Beijo grande!

  • Maurício Lima

    Cara, muito bom o texto, parece um injetor de ânimo sabe. Às vezes tenho dúvidas se quero mudar sabe, tenho medo, e fico pensando nas diversas dúvidas que vão surgindo, mas depois de ler, sei que se não tentar nunca saberei, pode ser doloroso? Pode. Assim como pode no futuro ser gratificante. Ótimo texto, parabéns!!!

    • Marcela Picanço

      Brigada, Maurício!!!

  • Rosa Mácola

    Nossa, esse texto relata minha vida em outra história! Ao contrário de Brasília-Rio de Janeiro é Belém-Salvador. Vim tentar o mestrado, passei e ainda estou na luta em busca de trampo e estudando para a próxima seleção do doc, mas realmente é muito difícil!! Essa frase “Dias de luta e dias de glória” diz tudo! Considero essa iniciativa de sair das asas dos pais e abrir mão do conforto do nosso lar, uma baita coragem que não sei de onde vem, mas veio! Aprendi muito, passei perrengues, conheci todos os tipos de pessoas do mais loucos, sem noção aos cheios de luz e alegria! E considero que essa experiência enriqueceu demais, vejo que hoje tenho uma bagagem pessoal e profissional bem maior do que a malinha com a qual cheguei aqui.
    Parabéns por ser mais uma guerreira nessa city louca! Pretendo um dia chegar por ai, quem sabe!
    Muito legal teu blog!!! Sucesso sempre.

  • Markoh Markoh

    Acaba sendo o pensamento… desistir nunca… sempre se aprende algo.. mesmo nas piores situações e momentos ^__~

  • Nicelle Abreu

    Estou aqui em casa ansiosa, pois vou me mudar sozinha daqui a poucos dias para Guapimirim – RJ, encontrei teu blog e, nossa, que alívio! Também sou de Brasília, estou com 21 anos. Nao sei bem o que me espera, com certeza muitos perrengues, mas tenho fé de que dará certo. Seu texto me encheu de esperanças. <3

    • Nicelle, que coisa boa receber essa mensagem hoje por aqui! Toda sorte do mundo nessa nova etapa, sempre dá certo quando fazemos as coisas que queremos :) Fico muito feliz de ter te dado esperanças através do texto. Beijo grande!