Novos para nós: a arte brasileira de um jeito que você ainda não conhece

Foto via: Hypeness
Foto via: Hypeness

Talvez você já tenha lido por aí sobre o projeto NOVOS PARA NÓS, do Renan Quevedo. Se você ainda não conhece, vou te contar.  A ideia do projeto é buscar e divulgar o trabalho de artistas populares espalhados Brasil.

Antes de te contar mais sobre o projeto, vou te falar sobre o cara que está por trás disso tudo. O Renan é melhor amigo da minha melhor amiga, o que faz com que ele se torne automaticamente meu amigo. Mas antes disso, o Renan é a melhor pessoa que eu já conheci. Sabe aquela pessoa que você ama estar perto porque clima fica mais leve e mais engraçado? O Renan é o tipo de pessoa que carrega amor no coração por isso consegue acessar sua alma, de um jeito simples, sem mistério. E isso não é uma percepção só minha, mas  de todo mundo que conhece ele.

O Renan sempre gostou de arte, mas se viu totalmente apaixonado pela arte popular brasileira depois de ir a uma mostra em São Paulo sobre 10 expoentes populares brasileiros. Desde então, decidiu que ia mergulhar nesse universo.

Antes de cair na estrada para procurar os artistas, Renan trabalhava como publicitário em São Paulo. o Apê dele era cheiooo de obras brasileiras por todos os lugares. Nas paredes, no chão, em cima das mesas, nas prateleiras. Era um apê pequeninho, mas de um bom gosto danado.

Ele simplesmente escolhia gastar a grana e o tempo dele com arte. Sempre me falava com brilho nos olhos sobre  todos os artistas e artesãos que conhecia e fazia bate-volta em cidades apenas para buscar uma obra. Dava pra ver que essa era a parada dele, arte e gente. Ele vê valor em obras que ninguém vê, principalmente porque ele enxerga a pessoa que faz a obra além da obra, além de entender o valor cultural por trás.

Esse projeto dele é exatamente isso. Nos mostrar artistas espalhados pelo Brasil.  Por isso, novos para nós.

Saiu da agência que trabalhava e resolveu se aventurar durante 6 meses por cidades do Brasil para nos mostrar histórias incríveis, mágicas e encantadas do povo brasileiro. Pessoas que moram no mesmo país, mas vivem em outra realidade. E ler e ouvir o Renan contando sobre essas histórias pelo Instagram é o mais sensacional, porque o projeto se torna uma obra de arte em si que nos aproxima e nos conecta com os artistas.

E se você ainda não segue ele no Instagram, tá perdendo. São histórias do Brasil que pulsam e quase ninguém vê, em cidades e regiões praticamente invisíveis para nós. Cada detalhe, cada pedacinho de estrada, cada pixação, cada arte, cada árvore, cada pessoa no caminho ganha um novo significado pelos olhos do Renan. Será que existe um jeito de viver a vida mais bonito que esse?

Nesses 6 meses o Renan bancou a viagem com o próprio dinheiro que juntou, mas para continuar nos mostrando a brasilidade que pouco conhecemos e principalmente para tornar conhecidas as histórias e as obras que muitas vezes são deixados de lado pelo mundo artístico, ele criou um financiamento coletivo que você pode ajudar acessando aqui: https://www.catarse.me/novosparanos

“Há meses me preparo e planejo encontrar essas pessoas importantíssimas para o nosso país que produzem movidas unicamente por uma força que brota de dentro, imperiosa. O Brasil é imenso, lindo e cheio de pessoas que todos precisamos conhecer. Quero resgatá-las, incentivá-las e celebrá-las. Acho importante e necessário deixar essa herança cultural” – Renan Quevedo.

Para acompanhar a saga do Novos para Nós, siga o Facebook (www.facebook.com/novosparanos) e  Instagram (www.instagram.com/novosparanos).

Como sensualizar mais na vida

Talvez esse não seja um passo-a-passo para o sensual seduction, até porque eu jamais me consideraria especialista nisso, né zênti. Também não acredito que existe uma fórmula pra ser mais sexy e de repente quanto mais você tentar ser, menos será.

Porém, sempre tenho algumas percepções avulsas nessa vida que podem ser úteis e fazer sentido em algum momento, seja pra mim, pra você ou praquela irmã da amiga da sua vizinha. Então se eu fosse você não fecharia essa janela. Pelo menos não agora.

Esses dias eu me sujeitei a novas experiências e fui fazer uma aula de pole-dance. Se foi por vontadinha de achar minha sensualidade interior, pra pesquisar conteúdo pro blog, ou se foi apenas por mera curiosidade – HÁ, você nunca saberá. Entrei na sala, fiquei semi-pelada e observei as coleguinhas. Aparentemente, por mais esforço físico e dor que elas pareciam estar passando, existia sim uma atmosfera de sexapiu por metro quadrado alí. Ninguém pode negar.

A professora começou me passando uns exercícios mais leves que fiz com dedicação. Depois aumentou a dificuldade – junto com a minhatensão. Tentava me pendurar naquele pau – se é que posso me referir dessa forma – da maneira mais correta possível, queria fazer tudo bonitinho e não errar nenhum movimento.

Tinha um espelhão na minha frente, então resolvi dar uma olhadinha enquanto reproduzia os passos, assim de canto de olho, sem compromisso. Poderia estar ali uma nova mulher habitando o meu eu, talvez uma Demi Moore da geração Y? Vamos ver.

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Só que o que eu vi, na verdade foi um pouco diferente da foto acima e um pouco mais parecido com isso aqui:

R O B O T  – Sim, eu achei foto de um robô dançando no queijo e não me pergunte como.

O que eu vi no espelho não era nada sexy. Eu tava tensa, inexpressiva, dura & frustrada. A professora que dançava ao meu lado e as outras alunas pareciam muito mais encantadoras – em seus diversos físicos. Comecei a me questionar: o que eu tô fazendo de errado?

Confesso que a aula de pole-dance me trouxe muitos hematomas, mas também alguns insights e o primeiro foi: a sensualidade é uma arte. E assim como qualquer outra arte, além de técnica para executá-la é também de extrema importância uma dose cavalar de feeling. Se não, tudo fica mecânico e robótico mesmo.

Junto com ele, uma pitada de segurança naquilo que se está fazendo é bem-vinda, independente de certos e errados. Percebi que confiar no próprio taco e no próprio corpo é a chave pra começarmos a falar de sensualidade. Quanto mais a gente se soltava e dava impulso pra girar na barra, mais leve nosso corpo ficava e conseguíamos subir mais alto. É preciso se soltar e agir com o coração sem pensar tanto em cada passo dado. Acreditar no que você é e no que faz.

“Se joga”, “vai mesmo”, “sem medo” – foram frases que a professora usou e que funcionaram mais que terapia pra mim. Coragem, por que não? Do que a gente têm tanto medo? Por que as vezes bate tanta insegurança? A gente cai sim: eu caí, outras alunas caíram e até a professora caiu, mas foram poucas as que se incomodaram: a maioria levantou e continuou o que estava fazendo – e isso, melben, é muito sexy.

Depois dessas percepções em fração de segundos, olhei no espelho de novo. Eu ainda tentava fazer os movimentos corretamente, mas dessa vez eu estava me divertindo, confiando em mim e nos meus passos e sem me cobrar tanto pra que saíssem perfeitos. Eu não precisava de um salto 15cm, ou de um bocão vermelho, eu estava descalça, feliz e de boa. Acreditando em mim mesma e sem me levar tão a sério. Difícil? Pode ser. Mas te garanto: nunca me senti tão sensual na vida.

Este texto foi publicado originalmente no site Vamos pra Vênus, nosso parceiro de conteúdo. Isso quer dizer que você vai encontrar alguns textos do De Repente dá Certo lá e outros textos do Vamos pra Vênus aqui!

Sebastião Salgado descobre um mundo novo em Genesis

Visitar a exposição Genesis de Sebastião Salgado é como fazer as malas e viajar para África, Indonésia, Sudão, Etiópia, Alasca, Rússia, Sibéria, Venezuela, muitos outros países além de explorar a Amazônia brasileira e o pantanal Mato-grossense, tudo isso dentro de um galpão localizado no SESC Campinas, no Bairro Bonfim.

O espaço reúne 100 fotografias de lugares intocados no planeta e que você jamais imaginaria que alguém conseguiria chegar. A exposição é dividida em cinco seções geográficas: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte e Amazônia e Pantanal. Percorre oceanos, desertos de gelo e areia, montanhas, selvas, tribos indígenas e animais exóticos ao redor do mundo. Uma imensidão de sentimentos gerados a cada fotografia, uma mistura de texturas intocáveis, detalhes inigualáveis e deslumbre nas imagens em preto e branco que só nos frustram por um motivo: não poder mergulhar tela adentro para viver e sentir a emoção de cada lugar.

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Arte com pólvora e carvão

Crédito: Leandro Tumenas
Crédito: Leandro Tumenas

No alto de Santa Teresa, numa casa que se transformou em galeria de arte, fui ver as obras do Dado Oliveira na sua exposição individual chamada IGNIÇÃO. O artista carioca expõe 20 obras incríveis e inéditas feitas a partir da mistura de queima de carvão e fogos de artifício. É difícil imaginar COMO ELE CONSEGUE UM RESULTADO TÃO BONITO a partir de materiais tão brutos, mas justamente por isso foram um dos trabalhos mais particulares que já vi.

Quando li sobre a exposição, pensei que as obras seriam abstratas, mas nem todos os quadros são. O resultado são desenhos bem nítidos, com traços fortes que, de longe, parecem delicados, compostos com sombreados que dão volume às obras.

Eu amo quando os artistas conseguem fazer um hi-lo dos materiais com a obra. Apesar de perceber que o processo desse trabalho exige velocidade (por causa da queima da pólvora), o resultado final é um desenho expressivo e ao mesmo tempo muito delicado. Na exposição, ouvi algumas pessoas falando que desenhos são marcados por rapidez e linhas fortes, mas eu vi uma mistura de tudo: expressão forte, rapidez, delicadeza, leveza, conforto e êxtase. E, pra mim, a graça é quando a arte me passa uma variedade de sentimentos.

Crédito: Leandro Tumenas
Crédito: Leandro Tumenas

É maneiro perceber que hoje em dia a arte se expandiu e os artistas podem usar qualquer tipo de material para mostrar pro mundo aquilo que estava na cabeça. Não existe mais um limite para os materiais utilizados. Tudo pode ser transformado. O processo da construção passa a ser tão importante quanto o resultado final. No caso desse trabalho, um complementa o outro. Quando você sabe como aquelas obras foram feitas, elas ganham outra perspectiva.

A exposição teve abertura no dia 3 de março, mas vai durar até o dia 3 de abril. Então, se você estiver pelo Rio, vale a pena passar lá para conferir.

Informações:

Dado Oliveira na exposição individual “IGNIÇÃO” na Galeria Ateliê. 
Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 2185, Santa Teresa – Rio de Janeiro
Horário e dias de visitação: Sextas, Sábados e Domingos, das 16h às 21h,  até o dia 3 de abril.
Entrada  gratuita

 

5 Instagrans que desafiam o senso comum

Hoje é a estreia de uma nova coluna aqui no De Repente dá Certo. Toda semana vamos escolher 5 Instagrans incríveis  e totalmente diferentes daquilo que a gente vê por aí.

É uma ótima oportunidade pra você parar de fuxicar a vida dos outros, porque vamos combinar, ô povinho sem graça. Com esses 5 Instagrans você vai poder se inspirar, pirar, tirar ideias, xingar, se exaltar, amar e compartilhar as imagens no seu próprio perfil pra fingir que você é cool.

Estamos abertos à sugestões, mas, por favor, não me venha com perfil de prima, amiga, celebridade que você ama. Tem que ser um Instagram com imagens surpreendentes. Se souber de algum, manda pro blogderepentedacerto@gmail.com. Confio nos meus leitores <3

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O Mundo Mágico de Oprisco

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Quando eu vi as fotos do Oleg Oprisco pela primeira vez, fiquei em choque. Não sei se pela beleza das cores ou pela melancolia que todos os personagens das fotos carregam. Se você para pra observar, todos os personagens têm o mesmo olhar. Cabe a nós interpretarmos aquilo que eles sentem. Cheguei à conclusão que essa visão varia de acordo com nossos próprios sentimentos. Às vezes pode ser saudade, tristeza, angustia, esperança, superação… Já olhei pra cada uma dessas fotos com uma percepção diferente.

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