Para comer bem em Botafogo

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No final da rua Álvares Ramos (a rua do Bukowski), ali em Botafogo, tem um bistrô francês tão charmoso quanto o bairro. Marc e Greg são francêses e abriram o La Villa, para nossa felicidade, há uns dois anos e têm recebido cada vez mais clientes. Eu fico pensando quantos lugares eu ainda tenho que explorar no Rio, porque cada dia descubro uma coisa nova.

O restaurante é uma mistura de Paris com Rio de Janeiro. Tem o requinte francês e o despojado carioca tudo no mesmo lugar. Você se sente à vontade assim que chega lá. Não tem aquele ar de bistrô chique que tem que falar baixinho, até porque o Marc já chega te cumprimentando e fazendo você se sentir em casa. Acho que aconchegante é a palavra certa pro lugar.

Conversei com o Marc um tempão e vi que ele faz questão de verificar se estão todos bem e gostando da comida. Ele é meio francês e meio italiano, então disse que se adaptou fácil à dinâmica do Brasil. Não gosta de se chamado de chefe, porque é uma palavra muito requintada, mas ama cozinhar e fazer pratos novos. Sua arte é a comida e nisso ele manda muito bem. Parece clichê, mas o melhor tempero é a comida que é feita com prazer.

Além de Greg e Marc, a cozinha do La Villa conta com a mão de um brasileiro talentosíssimo e uma confeiteira maravilhosa. Para decidir os pratos do Menu, todos fazem um brainstorm até chegarem a um acordo. O legal é que todos trabalham em equipe e nenhum prato chega até o cliente sem que todos os funcionários tenham provado. Se a maioria aprovar, aí sim ele vai pro cardápio.

Eu amo experimentar comidas com sabores diferentes do que eu estou acostumada, então, para mim, foi o melhor dos mundos. Se você também curte novos sabores, você pode aproveitar as noites quentes no Rio e ir jantar lá.  O legal é sair um pouquinho da rotina e experimentar alguma coisa nova.

 

Foto por  Michael James Murray

Mudar de cidade é um tiro no escuro – Parte 1

Foto por Michael James Murray
Foto por Michael James Murray

Há 4 anos, cheguei na esperança de me encontrar ou encontrar um novo caminho pra minha vida sem rumo. Como se a vida de alguém tivesse algum rumo aos 20 anos. Ainda bem que não, senão tudo seria muito chato. Cheguei com mochila e mala gigante, onde eu trouxe tudo que não soube desapegar. O resto, deixei em Brasília. Coloquei meus livros preferidos na mala, na parte de baixo. Sabia que eles me fariam companhia quando tudo parecesse distante. E fizeram, porque eu tenho mania de assistir filmes e ler livros repetidos. Eu crio um vínculo com os personagens. Os livros pesaram mais do que as roupas e eu tive que pagar excesso. Mas mãe, to de mudança pra outra cidade, quebra um galho, vai?

Juntei dinheiro pra viver por 6 meses sem passar sufoco, mas agrana durou só 3. Entrei em desespero. Pela primeira vez quis desistir de tudo e voltar pra casa da minha mãe com o rabinho entre as pernas, mas pelo menos não ia sentir esse vazio enorme que me assombrou durante os primeiros dias na cidade nova. Acontece que a cidade nova era o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, a cidade onde eu já tinha passado um mês fazendo curso de teatro e jurei que minha felicidade dependia da minha coragem de morar aqui. Em um mês vivi histórias que não vivi em um ano e desejei pra sempre levar essa vida mansa de teatro, amigos novos, paixonites agudas, amigos coloridos, praia, sol, calor e cerveja. Eu não precisava de mais nada.

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Roteiro para fingir que estamos de férias mesmo trabalhando (semana 2)

E aí, conseguiu seguir o roteiro da semana passada? Pra quem dormiu no ponto, vou explicar.  Estou divulgando roteiros semanais do que fazer no Rio de Janeiro pra parecer que estamos de férias mesmo tendo que trabalhar. Eu segui e juro que me senti muito mais tranquila e com ânimo de fazer as coisas, a semana passou voando e a rotina passou a não ser rotina, já que todo dia fiz uma coisa diferente. Preparados pra próxima? Vambora!

Veja o roteiro passado: Roteiro para fingir que estamos de férias mesmo trabalhando (semana 1)

Primeiro, vamos recordar as lições pra conseguir entrar no clima

Primeira lição: não pensar no trabalho enquanto estiver fora do trabalho
Segunda lição: reclamar no máximo 3 vezes ao dia
Terceira lição: ter sempre um bom café pela manhã ( vamos precisar!)
Quarta lição: manter a mente aberta para novas pessoas e novos programas
Quinta Lição e a mais difícil: deixar a preguiça de lado. O mundo é um lugar incrível.

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Como fingir que estamos de férias mesmo trabalhando?

Eu também tô achando um saco voltar pra rotina. Ter que trabalhar depois de ficar uma semana de recesso dá até uma dor no coração. Pensando nisso, me veio um sentimento súbito de alegria e empolgação. Que tal a gente fingir que está de férias mesmo trabalhando? Eu sei, parece impossível, mas acho que tudo tem a ver com o jeito que a gente leva a vida. E eu sei também que eu moro no Rio de Janeiro, então fica mais fácil fingir que tá de férias com esse marzão lá fora. Mas pensa bem, também é muito mais chato ir trabalhar de calça jeans enquanto várias pessoas passam de biquíni e prancha de surf no seu caminho pro trabalho.

A minha ideia é montar um roteiro do que fazer no Rio de Janeiro nesse verão pra parecer que estamos de férias! Sim, vai ter que acordar cedo. Sim, vai ter que trabalhar. Sim, vai gastar mais dinheiro. E, sim, você vai dormir menos do que normalmente. Mas pensa bem, a gente tem mais é que aproveitar!  A ideia é se desprender um pouco daquele clima de rotina e do estresse em que a gente se submete diariamente. Pode ser que em alguns dias a gente só queira chegar em casa, trocar o sapato por uma cerveja gelada e ficar deitado no sofá. Tudo bem. Ficar de bobeira também está no roteiro das férias que não são férias. Vamos adorar o domingo e a segunda-feira como se fosse sexta e sábado, porque todo dia vai ser dia de ser feliz.

Se você não mora no Rio, pode adaptar os programas e, por exemplo, ir comer nos seus restaurantes preferidos, chamar os amigos pra fazer coisas diferentes e explorar as paisagens que sua cidade oferece. (SP tem paisagens incríveis. Já olhou de cima?)

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