Vai lá e morre cheio de razão

Desde pequeno tendo a levar frases à exaustão buscando seus diversos significados e aplicabilidade em minha vida.
Há pouco tempo, ouvi a seguinte frase de um parente após uma corriqueira reclamação de almoço sobre quase ter sido atropelado numa faixa de pedestre com o sinal aberto para mim: “vai lá e morre cheio de razão”.

No momento aquilo significava apenas um “não morra atropelado só porque está certo”, mas com o passar dos dias me peguei expandindo a frase para diversas esferas da minha vida e me gerando muitos questionamentos.
Quando foi que a razão passou a nos guiar e abafar e suprimir nossas emoções?

Quando começou a valer não estar com o cara que você ama só porque ele fez algo que você considera imperdoável? Quando foi que deixamos de falar com um amigo pra manter nosso posicionamento após uma briga? Quando foi que a gente achou normal não vestir o que realmente queríamos por achar que não temos corpo, atitude ou que estávamos muito “piranhas” ou muito “viados” para? Quando foi?

Não sei em que momento isso se deu. Mas tomando consciência desse comportamento corrosivo, decidi que não quero ir lá e morrer cheio de razão. Prefiro estar errado e ter a amiga. Prefiro não ter a razão ou o famoso “senso” e me vestir como quiser. Prefiro não ter o orgulho, mas ter a pessoa que eu amo ao meu lado. Prefiro a felicidade à razão. E essa não é subjetiva. E ninguém me tira.

Vou lá e morro, aliás, vivo, cheio de felicidade.

Joao Pedro Schmitz

Administrador que tem paixão por fotografar e escrever, mas como bom libriano que é, o que ama mesmo é amar.

14 comments

  1. Lindooooooooo! ❤️

    1. Oi, Amanda,

      Fico muito feliz que tenha gostado! To começando a soltar meus textos que ficavam trancados dentro do meu caderninho e tá sendo ótimo receber esse carinho!
      Obrigado de coração!
      Bjs,
      João

  2. Adorei seu texto, João! Reflexivo e sensível! Coisas de librianos mesmo! Rs

    abraço

    1. Tais,

      Libriano é bem assim mesmo, não para de pensar um segundo nessa vida!

      Obrigado pelo carinho!

      Bjs,

      João

  3. Bom texto, mas as vezes é bom morrer com razão!

  4. Cheia de orgulho , por ler isso é poder dizer, vai lá pq vc tá cheio de razão …

  5. Maravilhoso!!!! Grande verdade… Vc me faz crescer, menino!!!!❤

  6. Lindooooo Joao !! Parabéns!! ❤️

  7. Bom demais se todas as pessoas dizerem como você. Isso é liberdade de sentimentos e infelizmente os Brasileiros teem vergonha de expressar. Parabéns estamos juntos , um abraço

  8. E quando a gente além de morrer não tinha razão? Só prá eu mesma refletir minha impulsividade…rsss

  9. Jéssica,

    Acho que temos que ter o coração como base, mas deixando a razão dar seus pitacos. Haha

    Temos que viver, mas a razão às vezes nos ajuda a sobreviver quando algo é nocivo.

    Pensa nisso!

    Beijos,

    João

  10. Exatamente assim!!! Belo texto João, tá aí mais um dom!!! Bjuuuuu amo vc!!!!

  11. Tirando essa questão de satisfazer a sociedade na aparência, sobre a qual que você está coberto de razão, vale lembrar que talvez a maior responsabilidade que todo ser humano tem é decidir quem ele permite participar da sua vida de perto, seja como amigo, namorado, sócio ou o que for. Tudo deve realmente ser perdoado sempre, mas a segunda chance muitas vezes deve ser deixada para a vida dar, não você. Quando você se apega a quem não te merece – o que fica provado exatamente pelas atitudes e ações da pessoa, nunca suas palavras – você na verdade está se apegando a uma imagem idealizada, irreal, irracional e estática dessa pessoa, que não está sendo atualizada contra os dados. Você ama sim, mas a alguém que não existe. É o caminho pra as grandes desilusões, traumas, desequilíbrios e danos materiais e morais, de recuperação muito difícil, se é que possível. Como sobrevivente de um grande trauma assim, passo adiante as maiores lições que tirei disso: 1 – o que você vê alguém fazendo aos outros certamente essa pessoa lhe fará também. Só lhe dê a oportunidade e o interesse; 2 – um mau caráter não muda mediante argumentação. No máximo, passa a ser melhor disfarçado.

  12. Olá, João Pedro!
    Por “proximidade” fraterna com seu pai, sou seu “tio”. A Joseane divulgou este belo texto no grupo ‘whatsappeano’ do Departamento Feminino da Loja Amizade Fraternal.
    A minha mulher gostou e compartilhou comigo e, assim, de “a” para “b”, deste para “c” e por aí em diante, o texto vai sendo viralizado na internet.
    Como, vez em quando, me coloco como um arremedo de escritor e arrisco umas “canetadas”, por gostar de ler, de escrever e de ‘poetizar’ em determinados momentos, me peguei motivado a lhe parabenizar pela sensibilidade e pela reflexõ maravilhosa!

    Que Deus o ilumine e guarde e lhe conceda mais ânimo para compartilhar outras maravilhas!

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